Muitos de nós costumamos contemplar as estrelas e, diante da imensidão do firmamento, comparar a Terra a um grão de areia no deserto. “Somos insignificantes em relação ao Universo”, podemos dizer diante dos inúmeros aglomerados de estrelas. Porém, durante o dia, quando o Sol brilha, impedindo a visão da abóbada celeste a olho nu, essas mesmas pessoas pasmam-se diante da imensidão dos mares, das gigantescas cadeias de montanha, das imensas geleiras das regiões polares, dos enormes desertos, das intensas florestas e de tantas outras grandiosidades geográficas do nosso “minúsculo” planeta. Encantam-se até mesmo diante de algumas obras humanas, tais como as pirâmides egípcias, pontes quilométricas, grandes edifícios, metrópoles...
Acontece que, à noite, quando nos apequenamos diante da infinitude do firmamento, estamos propensos a negar a responsabilidade que nos cabe sobre a manutenção e equilíbrio da Criação Divina. Por isso, em vista de não sermos capazes de expressar nem mesmo uma noção específica do infinito e da eternidade (qualquer tentativa de formularmos uma ideia de infinito e eternidade acaba nos levando ao Nada), uma angústia oriunda do nosso orgulho de deuses em princípio evolutivo assoma à nossa alma e preferimos acreditar que do nada viemos e ao nada retornaremos. Porém cada novo alvorecer, nos revelando a Terra em todo o seu esplendor, nos desperta para a Realidade, que traz em si os princípios da Verdade.
Ao nos sentir insignificantes diante da imensidão do Universo conhecido, comparando a Terra a um grão de areia no deserto, manifestamos apenas a descrença em Jesus como Filho do Homem, encarnado entre nós com o propósito de orientar nossos caminhos em busca da verdade e da vida.
Deus crê em Deus que crê em Deus que crê em Deus...
Cada átomo tem um núcleo, cada organismo tem um comando, cada organização social tem um dirigente, toda nação tem um governante. No Universo em geral não é diferente. Os planetas, as estrelas, as constelações, as galáxias, os grupos de galáxias, tudo tem governos definidos, subordinados entre si, organizados através do Sistema Hierárquico Universal. Jesus governa o planeta Terra e está subordinado diretamente ao Pai, de quem ele tanto falou, que por sua vez governa o Sistema Solar e se reporta ao governador da constelação a que o nosso sistema pertence.
Na Oração da Ave Maria, os católicos referem-se a Maria, mãe de Jesus na Terra, como Santa Maria, “Mãe de Deus”. Não estarão errados se considerarmos que Jesus é o Regente do nosso planeta e, na escalada evolutiva, está acima, muito além, de todos nós, habitantes do orbe terrestre. Jesus é Deus Personificado para a humanidade terrena, como o Pai o é para o Sistema Solar.
“Vós sois deuses”, disse Jesus e concluiu: “Podeis fazer o que faço e muito mais”.
Portanto Deus crê em Deus que crê em Deus que crê em Deus... Ao infinito. Eternamente.
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Literatura: As provas da existência de Deus são infinitas como Ele
Literaturapor Fernando Soares Campos 29/12/2019 - 01h 07min Arquivo do Autor
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