Colunistas: Manifestações e fanatismo - por Adriano Nunes

Literatura

Por Redação com Adriano Nunes

Quem tentar explicar, de forma dogmática, o que está acontecendo na Bolívia, no Chile, na Venezuela, no Brasil e em outras partes do mundo, como na Espanha, estará cometendo, sob certa perspectiva e de algum modo, um erro grave de análise ou uma estupidez histórico-sociológica.

Alguns pontos convergem, tais como questões culturais (como colonização, raça, língua, xenofobismos, etc), econômicas (economia estagnada ou deficitária, desigualdade na distribuição de renda exorbitante, desemprego, fome etc) e ascensão da extrema direita ((mas também da esquerda, em menor proporção) e um crescimento de igrejas pentecostais bem como de seitas radicais.

Todavia, por essas vias explicativas apenas, a problemática das relações de poder e de estabilidade/instabilidade institucional e política fica ainda pobre de compreensão e explicação. Pôr também a culpa no populismo e em algum líder (populista ou não), em algum chefe de Estado específico, como Evo Morales, Bolsonaro, Piñera, etc, é como se quisesse explicar o nazismo apenas pela figura de Hitler, ainda que ela tenha um papel chave.

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