Crônica do livro Caminhada, revista, em homenagem a Albertina Agra)
Considerada a Dama do Teatro de Santana do Ipanema, Albertina Nepomuceno Agra, falecida nesta data, estava para o teatro de sua terra como Márcia de Windsor estava para o teatro brasileiro. Seria, por exemplo, uma Aracy Balabadian das novelas de hoje, se não tivessem tolhido seus passos em busca de sucesso nos palcos. Essa mágoa ela levará para o túmulo: carta de um amigo da família, remetida do Recife, serviu de estopim para impedi-la de participar de ensaios de peças teatrais que seriam exibidas no Teatro Deodoro, em Maceió. Insinuara o maldoso missivista: “Aderval Tenório inventava teatro para beijar as jovens conterrâneas.” Fato que ela recordava bem-humorada, embora magoada: “Cortaram meu ‘barato’, minha carreira de atriz.”
Apaixonada pela arte de representar, Albertina Agra participou das peças “Grande Mentira”, “Renúncia”, “Bicho do Mato” e “Feia”, todas elas montadas, ensaiadas e levadas à cena com grande sucesso de público. Peças exibidas no auditório existente nos fundos da prefeitura municipal, no palco do cinema de Zé Filho (sobrado no centro histórico da cidade), no do Cine Glória e no do salão de festas da Cooperativa Agrícola. Não mais existe nenhum desses palcos. Os dois primeiros prédios foram demolidos.
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Colunistas: ALBERTINA E O TEATRO por Djalma Carvalho
CulturaPor Redação com Djalma de Melo Carvalho 06/01/2019 - 11h 17min Arquivo Maltanet
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