Literatura: Homenagem a José Raimundo Aquino - Perfil

Cultura

Por Redação com Antonio Alves Sobrinho

Raimundo Aquino esposa e filhos

asceu há uns 50 anos em São Braz (Al), na beira do Rio São Francisco onde seu pai, Pedro Aquino, membro da briosa Polícia Militar de Alagoas, destacava. Mas em tenra idade, como na música do velho Lua, “ao contrário do rio, nadando contra as águas” foi bater lá em cima, em Santana do Ipanema, também em Alagoas e também banhada por um rio, o Ipanema – afluente do Velho Chico. Para quem queria entender a teimosia de nosso biografado fica aí a dica. Mesmo retirante continuou Raimundo o que nunca deixaria de ser: um beiradeiro (ou “bèradêro” como se diz no sertão) termo que aqui se usa na acepção de pessoa afeita às dificuldades e aos desafios.

Em Santana, debaixo da asa de Nossa Senhora Santana, virou pelanco e, precoce, criou penas e chegou a galo sem passar pela fase de frango. Toda a sua infância e juventude ali passou aos cuidados da mãe, Sita Gomes, e, por menos tempo, sob a mira severa do Major Pedro Aquino que além do menino Raimundo tinha que “coidadar” do mais da prole, composta principalmente de mulheres. E criar “filha mulher” naqueles tempos…

Estudou o que tinha de estudar como menino e rapaz lá mesmo na ribeira do Panema amparado pelas irmãs – o Major partiu antes do tempo e o único irmão foi para o sul rapaz ainda – todas inteligentes e professoras. O trabalho foi seu dote desde rapazinho, trabalhando na casa “O Ferrageiro”, cujo proprietário – Bartolomeu Barros (e esse nome deve ser escrito em letras graúdas na biografia de Raimundo) – foi, além de tio por afinidade, um segundo pai, que depois viria a recebê-lo na Maçonaria.

Clique Aqui e veja o texto completo

Comentários