s olhos profundos e tristes do sertanejo
Lacrimejam diante de terrível crueldade
Morto pelo povo, em sua própria cidade
São suas águas que realizam o cortejo
A formosura que agora não mais vejo
Na memória que outrora era realidade
D’um rio antes celebrado pela mocidade
Que fora traído com um amargo beijo
Eis que agora venho para contigo chorar
Mesmo em prantos jamais te abandonarei
Sou seu maior súdito, e você é o meu Rei
Um pequeno príncipe desse reino vulgar
Percebo que muitos vieram lhe maltratar
Tentaram tirar de você a sublime beleza
Quiseram também dar cabo a sua beleza
Foi sobre você que cresceu este lugar
Literatura: Águas Esquecidas - por Márcio Dantas
CulturaPor Redação com Márico Dantas 30/04/2018 - 09h 56min Arquivo Maltanet
Imagem do Poço do Juá - 2017
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