Reunião na UNEAL - II para discutir a atual situação com Secretário Estadual de Educação

Educação

Por: Rodolpho Ornitz

Nesta quinta (30/08), ocorreu no Auditório da UNEAL Campus II - Santana do Ipanema uma reunião com o Secretário Estadual de Educação, o Sr. Adriano Soares. Na pauta da reunião constou as principais reivindicações, como PCC de funcionários, concurso para Professor efetivo e servidores, autonomia financeira e aumento da verba de custeio. O discurso do secretário foi mais uma das falácias que estamos habituados a ouvir. Segundo ele, a UNEAL já começou errada e sem planejamento e vem arrastando esse erro por mais de 40 anos, empurrando toda a culpa para as gestões. Nada além de um discurso demagógico e de auto-defesa, contradizendo-se em vários momentos.

De primeira, ele se sentiu bastante assustado ao perceber a quantidade de discentes presentes no local e também ao ver que não se tratava de um público leigo, mas sim de pessoas esclarecidas e em busca de
conhecimento e melhoria da qualidade de ensino. Para o secretário, a UNEAL NÃO É RESPONSABILIDADE DA SEE, MAS SIM, DA SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. A OBRIGAÇÃO DA SEE É COM A EDUCAÇÃO BÁSICA, PRINCIPALMENTE O ENSINO MÉDIO. Uma das assessoras dele, a Sr.ª Tereza teve a ousadia de dizer que nós alunos não devemos nos preocupar com política universitária, isso é papel da gestão, e sim, com políticas pedagógicas. O intuito dele é buscar o sustentação da UNEAL a partir de projetos, porém, ele se esquece que as verbas de projetos são investimentos a curto prazo.

Professores como Lenivaldo Melo, Zilas Nogueira, Graça Gomes e Paulo Cândido, além de muitos discentes expuseram suas ideias, defendendo o nosso poder de pensar e discutir política e principalmente de manifestas nossos direitos. O Sr. Secretário se PRONTIFICOU a reunir-se com a reitoria, diretores dos campi e representantes discentes, docentes e técnicos para na próxima quarta-feira discutirem ESTRATÉGIA ORÇAMENTÁRIA E ESTRUTURAL DA UNEAL.

Tudo foi falado em prol da parada das mobilizações. Porém, não é o momento de parar, é o momento de nos mobilizarmos de fato. A LUTA NÃO PODE SER ABAFADA COM PEQUENOS DIÁLOGOS!

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