Representante do Papa Bento XVI garantiu indenização às vítimas de abusos sexuais
Terminou na tarde desta quinta-feira (13), em Brasília, a Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. A CNBB decidiu criar uma cartilha para saber o que fazer durante denúncias de abusos sexuais dentro da Igreja Católica. O assunto foi pensado depois dos escândalos envolvendo monsenhores e padres, na cidade de Arapiraca, Agreste de Alagoas.
A assembleia durou dez dias para discutir o que ser aplicado caso um religioso católico cometa esse tipo de crime. A CNBB pediu perdão e anunciou que providencias serão tomadas, e garantiu apuração rápida e uma punição maior, ao invés de transferências para outras paróquias.
Dentro da cartinha, há um comprometimento e ajudar a polícia e apoiar as punições previstas em lei. ?Quanto se trata da questão do pecado, a atitudade da igreja é de perdão e misericórdia, mas diante do crime praticado que as penalidades sejam aplicadas, sejam as penalidades canônicas eclesiásticas como as penalidades civis?, declarou Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB.
Uma das novidades implantadas na igreja, é em questão das seleções de padres: O seminarista vai passar por avaliações permanentes sobre o equilíbrio moral, psicólogo e espiritual. Especialistas de fora da igreja vão ajudar nas formações dos sacerdotes e quem apresentar problemas com sexualidade será encaminhado a um centro de tratamento.
No evento participou o representante do Papa Bento XVI, o cardeal Dom, Cláudio Hummes. ?A igreja vai apoiar as vítimas, seja a aquelas necessitam de indenização e de formas de ajuda?, disse Hummes.
CNBB cria cartilha de punição após escândalos de padres em Alagoas
Geralpor Wadson Correia com Rede Globo 14/05/2010 - 10h 00min Divulgação
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