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Caveirão blindado e cães treinados fortalecem Bope

Polícia

Wellington Santos - Agência Alagoas

"Caveirão" blindado está nas ruas reforçando a segurança nas ruas e comunidades

Canil ganhará reforço de 20 cães para operaçãoes especiais e "caveirão" será utilizado para reforçar atuação do batalhão no combate ao tráfico de drogas

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) está reforçando as ações de combate à criminalidade, com investimentos do governo do Estado de Alagoas, com frentes de combate e equipamentos de impacto. O canil da corporação ganhará mais 20 cães treinados contra narcotráfico e a unidade da viatura blindada, o famoso ?caveirão?, para transporte de tropas para policiais em locais estratégicos e de difícil acesso.

O canil passará de 30 para 50 cães, de acordo com projeto que tramita na Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). Já a viatura blindada de transporte, ou carro antitumulto, está esperando o trâmite da documentação para ser usada em breve nas operações do Bope.

?O Canil tem se constituído em um grande apoio ao Bope, pois os animais são extremamente importantes nas ações estratégicas do batalhão. Já o ?caveirão? se notabilizou pela sua grande eficiência nas barricadas, principalmente nos morros do Rio de Janeiro, na guerra contra o tráfico de drogas?, ressaltou o major Marcos Sampaio.

?Além disso, o ?caveirão? foi bastante aplaudido no desfile de 7 de Setembro, o que mostra o reconhecimento da população a esse instrumento de combate ao crime?, destaca o oficial.

De acordo com Sampaio, foi por meio do ?caveirão? que o Bope do Rio de Janeiro conseguiu realizar uma operação ?pente-fino? para que a Polícia Comunitária pudesse se instalar e realizar o trabalho em várias partes dos morros cariocas atualmente.

Em relação ao canil militar, ele detalha as utilidades nas operações do batalhão. ?Eles têm uma importância substancial no nosso trabalho porque são muito estratégicos para definir varias situações de tensão. Uma delas é caso de sequestro, tipo de ação característica de uso do cão labrador que se adpta muito bem?, explica.

De acordo com Sampaio, em casos de contenção de tumultos, o rottwailer é que melhor se adapta a esse tipo de ação. ?Já o pastor alemão é muito usado em praças esportivas e estádios de futebol?, completa.

?Sobre isso, inclusive, estamos treinando um pitbull, cão ótimo para situações que envolvam ataques e identificação de objetos que estejam na mão de um criminoso, por exemplo. Eles são rápidos e capazes de voar para interceptar a ação do acusado?, explica o oficial.

Ações do BOPE na periferia mostram a presença do Estado nas comunidades
muita disciplina. ?É em cima dessa filosofia que, diferentemente do que muita gente pensa, que os policiais atuam pensando sempre em preservar a vida?, ressalta. ?Infelizmente, boa parte da população desconhece que para ingressar no Bope os policiais precisam estar aptos a vários critérios?, informa.

O primeiro deles, segundo o oficial, e talvez o mais importante, é que para entrar no Bope o candidato tem que ser voluntário. ?Os horários são muito ingratos e perversos, porque aqui a gente trabalha muitas vezes à noite, descendo e subindo grotas no escuro. Maceió, inclusive, é considerada uma das cidades no país com maior índice de favelas?, diz Sampaio.

Outro critério para integrar o Bope é que o policial tem que ter, obrigatoriamente, ficha limpa. ?No nosso rigoroso levantamento, quem tem ou já teve problemas com homicídios ou roubos é automaticamente excluído na seleção?, garante.

E para completar os critérios, o candidato a policial do Bope tem que ter aptidão física. ?Como Maceió é uma cidade de muitas grotas, o nosso treinamento é muito rígido, portanto o policial tem que estar preparado para o que vai encontrar?, diz Sampaio.


Diuturnamente, policiais se revezam no centro nervoso do Bope. Lá, os profissionais militares estão em busca de informações a respeito de criminosos espalhados por todo o país e que, invariavelmente, cometem crimes no Estado e fora dele. Um dos apoios para o trabalho é o Infoseg, banco de dados pertencente à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que servem de apoio ao P-2, o centro nervoso da corporação, localizado no bairro do Pontal da Barra.


"Caveirão" blindado está nas ruas reforçando a segurança nas ruas e comunidades

?É no P-2 que o Bope faz todo levantamento da ficha criminal de acusados e de criminosos?, informa Sampaio. Ele informa que os crimes ligados ao tráfico de drogas são o grande campeão atualmente.

As regiões de maior incidência na capital, por exemplo, estão localizadas nos bairros do Bom Parto, Chã da Jaqueira e na favela do Galpão, localidade paralela à lagoa Mundaú.

?Infelizmente, o braço do tráfico está instalado em boa parte das grotas de Maceió, muito embora saibamos que a grande maioria da população é de gente trabalhadora e honesta, mas ainda encontramos muita resistência porque as pessoas temem falar ou denunciar os traficantes no famoso ?não vi nada, não ouço nada??, revela Sampaio.

?O resultado disso é que muita gente tem sido vítima do tráfico em Alagoas, principalmente os jovens, que têm suas vidas ceifadas e é o Bope que normalmente está lá para tentar minimizar esse tipo crime?, completa o oficial.

O Diário Oficial e a Agência Alagoas participaram esta semana de uma operação rotineira in loco desencadeada na favela do Galpão.

Em publicação também recente, a revista Nordeste publicou reportagem em que aponta a região nordestina como o grade paraíso descoberto por ?cabeças? do trafico egressos do Suldeste que se instalaram no litoral travestidos de turistas. Na matéria, Alagoas aparece com a cidade de Maragogi como abrigo aos criminosos.

?Essa realmente tem sido a tendência dos criminsos, porque no Sudeste está havendo uma intensificação maior no combate a esse crime e eles estão migrando para o Nordeste, vislumbrando a abertura de novas frentes?, confirma o major Sampaio.

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