Por que fingir que não me vês,
Se os teus olhos não mentem?
Por mais que queiras disfarçar
Teu coração não consente.
As lembranças que ficaram de nós dois
Não as dividimos com o tempo
Elas continuam vivas, bem sei,
Em nossos reais pensamentos.
Foges deste orgulho, deste medo,
Desfazes da ira que te consome,
Guardas no teu âmago o meu nome.
Quando ouvires a voz do mar
E o sussurro das palmeiras, ao vento,
Lembrarás de nós dois neste momento.
Soneto publicado no livro LEMBRANÇAS GUARDADAS (SWA Instituto, 2022 p. 43)
A VOZ DO MAR
PoesiasRemi Basrtos Silva 16/11/2025 - 19h 21min
Comentários