Vento que embala as árvores dispersando suas folhas,
Que faz as ondas passearem nos oceanos
Para depois morrerem varrendo a areia da praia.
Vento que percorre os espaços infinitos
E brandamente, vai adormecer no meu jardim,
Embalando a flor que não cultivei.
Queria ser como o vento,
Poder tocar o teu rosto com a carícia da brisa
E beijar os teus cabelos como nas folhas do coqueiro.
Às vezes eu pergunto ao vento,
Por onde anda aquela águia dourada
Que executou tantos voos rasantes no meu coração
Enchendo-me de esperanças?
Ainda escuto ao longe o seu canto anunciando a sua
presença,
Mas, ao descerrar os olhos, vejo apenas,
A fumaça da distância e o silêncio que castiga e fere.
Sou um simples jardineiro em meio a tantas rosas
perfumadas,
Embora, nenhuma tenha tido a fragrância da flor que
não cultivei.
Poema publicado no livro LEMBRANÇAS GUARDADAS (SWA Instituto, 2022 p. 25)
FLOR QUE NÃO CULTIVEI
PoesiasRemi Basrtos Silva 15/09/2025 - 10h 41min
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