Certa vez um bem-te-vi
Construiu o seu palco
No galho da goiabeira.
Todos os dias,
Quando o sol despontava
Beijando as manhãs
Com seus raios prateados,
O bem-te-vi visitava a goiabeira
E lá do alto tecia o seu canto:
Bem-te-vi; bem-te-vi.
Por que aquele pássaro solitário
Escolhia sempre o mesmo galho
Junto a Janela da casa rosada
Para ali executar o seu canto?
Reza a lenda
Que naquela velha casa
Residia uma moça,
Que havia perdido o seu amado
Para uma bruxa ciumenta,
Que o transformou
Em um lindo bem-te-vi.
Então, como prova do amor
Que sentia por aquela bela jovem,
Todas as manhãs
Pousava no galho da goiabeira
E ali acordava a sua amada
Com o seu canto:
Bem-te-vi; bem-te-vi.
Aracaju/SE, 01/08/2015.
O CANTO DO BEM-TE-VI
PoesiasRemi Bastos. 02/08/2015 - 20h 07min
Comentários