Escritor é a pessoa que se expressa através da arte da escrita ou, tradicionalmente falando, da literatura. É autor de livros publicados, embora existam escritores sem livros publicados, chamados, por alguns, de amadores
Escritor não é necessariamente o profissional que escreve romances (romancistas), pois o autor de livros de outros tipos, como autoajuda e de textos jornalísticos, pode também ser considerado um escritor.
Parafraseando Gonçalves Dias, “Todos cantam sua terra, também vou cantar a minha. Nas débeis cordas da lira hei de fazê-la rainha.”
Quando escrevi meu primeiro trabalho “Saudade, Meu Remédio É Contar” tive apenas a intenção de externar um sentimento que estava latente, esperando o momento certo e preciso para eclodir. Jamais me imaginei ser alçado à condição de escritor, até porque minha ousadia não chegava a tamanho patamar. No dia do lançamento do livro, na AABB de Santana, senti um misto de calafrio e estupefação, quando foi solicitada “a presença, no palanque oficial, do escritor Luiz Antonio de Farias”. Ali estava um noviço – tremendo mais do que vara verde – tentando seguir os passos de autores consagrados como Oscar Silva, Djalma de Melo Carvalho, Clerisvado Braga Chagas, Marcelo Ricardo Almeida, Antônio Machado, Lúcia Nobre, apenas para citar alguns.
O caminho por mim percorrido para chegar a esta inesperada condição literária aconteceu por conta desses acasos que povoam a vida de cada um. O alicerce para o alcançamento do objetivo colimado foi, indubitavelmente, o Portal Maltanet que, sem o qual, dificilmente eu teria chegado tão longe, nesta proposta, segundo minha própria avaliação. Portanto, devo um preito de gratidão ao incansável e abnegado José Malta Fontes Neto – Diretor Geral do portal – que idealizou esta ferramenta virtual que se tornou imprescindível para fazer desenvolver meu gosto pela escrita, como também o de vários conterrâneos que alimentaram o mesmo interesse.
Para consolidar a característica benfazeja de nosso querido torrão natal, no pedestal de berço de escritores, o laureado acadêmico Cláudio Antônio Jucá Santos – Presidente da Academia Maceioense de Letras – idealizou a criação de uma academia de letras que, graças ao empenho da então Prefeita Renilde Bulhões e, mais uma vez, com o apoio incondicional do baluarte Malta Neto, foi fundada a Academia Santanense de Letras Ciências e Artes, para o gáudio de todos os santanenses, que valorizam a nossa cultura.
Por conta do que foi dito, cabe a todos nós manter a chama acesa, repassando a tocha para nossos pósteros, a fim de que o sonho permaneça sempre ávido e perpetuado.
Isto é o que penso. Entretanto obedecendo o mais sadio princípio democrático respeito qualquer manifestação que venha a ser feita em sentido contrário.
Recife, maio/2015
SANTANA DO IPANEMA – TERRA DE ESCRITORES
CrônicasLuiz Antônio de Farias, capiá 12/05/2015 - 20h 13min
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