Há 36 anos resido em Recife, entretanto “faz muito tempo que saí de Santana, mas Santana nunca saiu de mim.” Mesmo à distância continuo com “um olho no gato e outro no queijo”. Rememorando Betinho “tudo que acontece no mundo, seja no meu país, seja na minha cidade, acontece comigo.”
Pelas notícias que vem sendo veiculadas nos órgãos da imprensa regional de Alagoas – inclusive nas redes sociais – está havendo certa turbulência na atual gestão municipal de minha querida terra. Se no presente momento está sendo questionada se a escolha foi acertada ou não, se torna difícil de avaliar, por ser uma alternativa inócua. Entendo que o gestor foi lá colocado pelo voto soberano do povo, dentro do que faculta a democracia. Não pretendo fazer juízo de valor, até porque não tenho conhecimento da capacidade administrativa do prefeito atual.
Que minha opinião, sobre uma futura candidatura a prefeito de Santana, não seja vista como uma indicação até porque não tenho autoridade para tal e desconheço se existe pretensão por parte da pessoa a quem vou me referir adiante. Trata-se do meu amigo e contemporâneo Professor Manoel Azevedo, o qual, sob a minha ótica, reúne todas as condições para exercer uma administração municipal competente, por conta dos caminhos por ele já percorridos.
Ele é dotado de um currículo invejável, que passa por formação superior em Economia pela Universidade Católica de Pernambuco e Administração Pública pelo CEUB-Brasília; por cursos de pós graduação e mestrado em renomadas universidades, inclusive especializações na Universidade de Évora (Portugal), Texas (EUA) e Deustsche Stiftung (Alemanha).
Foi assessor do Projeto Rondon em Brasília e Presidente do mesmo órgão em Alagoas. Exerceu vários cargos no Ministério de Educação e Cultura, inclusive o de Assessor da Secretaria Geral. Cumpriu, também, as funções de Secretário de Estado da Educação de Alagoas, tendo sido, inclusive, Co-Fundador e Primeiro Diretor do ESSER/UNEAL de Santana do Ipanema.
Recordo-me que no início do ano 2000 – já demonstrando preocupação com o futuro de Santana – nosso focalizado lançou uma cartilha preconizando um projeto voltado para o desenvolvimento de nossa terra, para os dez anos seguintes. Não sei por qual motivo esse trabalho tão bem elaborado não alcançou a repercussão merecida.
Uma participação fundamental do Manoel Azevedo, de que tenho conhecimento de perto – até porque participei intensivamente da luta – foi com relação a vitória alcançada para a instalação do Instituto Federal de Tecnologia-IF, em Santana do Ipanema. Foi uma luta árdua, mas vitoriosa.
Além de tudo, não se pode deixar de reconhecer nele a capacidade de empreendedorismo, demonstrada na construção da Galeria Victória Régia – composta por várias lojas, inclusive o Hotel Ribeira do Panema – e do Acqua Parque Moinho de Pedra, investimentos deveras importantes para nosso torrão natal.
A sorte está lançada. Falta somente a concordância do focalizado e o apoio maciço de todas as forças organizacionais do município em prol da condução desse grande conterrâneo para comandar o destino de nosso município, no pleito que se avizinha.
Isto é uma alternativa que almejo para minha terra.
Praia de Maragogi, janeiro/2015
POR QUE NÃO MANOEL AZEVEDO, AINDA?
ContosPor Luiz Antônio de Farias, capiá 27/01/2015 - 19h 30min
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