Sobrevivi às intempéries
Que o tempo edificou,
Desfiz-me da sandália
Andei descalço na praia
Fiz do meu templo um andor.
Nos meus momentos difíceis
Vi o dia buscar a noite
Senti frio e abracei a escuridão
Chorei retraído a solidão,
Num castigo que descia num acoite.
Aprendi o dialeto do mar
Imergi no azul do infinito
Peguei carona nas ondas viajantes
Fui um surfista vagante,
Não escondi o meu grito.
Fui prisioneiro da natureza
Respirei o vento sul
Fui meu rei e meu vassalo
Galopeei sem cavalo
Renasci na Lagoa Azul.
Aracaju, 14/11/2014.
LAGOA AZUL
PoesiasRemi Bastos 15/11/2014 - 15h 09min
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