Festa da juventude

Crônicas

Lúcia Nobre

Festa de Nossa Senhora Santa Ana Padroeira de nossa querida cidade Santana do Ipanema nas Alagoas. Das primeiras festas da juventude, lá na década de sessenta, do que posso lembrar, vou contar pra todo mundo, mas alguém pode completar. As novenas na Matriz tinham seus patrocinadores e a juventude resolveu conquistar o seu dia. Conseguimos o “Dia da Juventude”. Foi escolhido o domingo, que seria todo de festa. Estreamos com uma missa solene, logo de manhã. Saímos todos, elegantemente, do monumento à Matriz, acompanhados pela Banda de Música do Maestro Miguel Bulhões. Fomos recebidos pelo Padre Cirilo e pela comunidade católica.
De memória posso lembrar desses primeiros participantes: Valdemar, Vileide, Vilma Rodrigues, Carlos Guido, Clilton, Carmem Lúcia Azevedo, Toinho Noya, Assunção, Nena, Márcio de seu Manuel Barros, Nenoi e Márcio, Gracinha e Fátima Brandão, Ernande e Mary, Vânia e Stênio Duarte, Emilio, Zélia e José Pinto, Renilde e Nadinho, Manuel Azevedo, Gileno e Jarbas Carvalho, Os filhos de Seu Zeca, Mércia Monteiro, Márcia Telma, Olga e Arquimedes Souza, Linda e João Neto, Socorro, Ana Celeste, Remi, Remilton e Renilce, José Abdon, José Carlos, Vânia, Vanda e Valdice, Madge, Risoleide, Renan e Renaide Lins, Dalmário e Lúcia Gaia e outros jovens dessa geração. Malta, Sibele, Avelar e os Joãos eram crianças não estavam lá, mas com certeza queriam estar.
Depois da missa começava a gincana lá no Pingüim de Ialdo Falcão, nosso saudoso amigo. Toda cidade participava com entusiasmo daquela brincadeira e os jovens competidores se esmeravam, cada um querendo ser o melhor. Para culminar, o baile da juventude, lá se escolhia a rainha da juventude, a mais bela jovem que desfilasse ao som dos aplausos dos santanenses e visitantes.
Nas noites das festas de julho, após as novenas, todos, depois de apreciarem os fogos de artifício, que faziam parte da festa religiosa, partiam para a praça, onde estava o parque de diversão, que não podia faltar em festas do interior. As músicas apaixonadas e muitas até eram oferecidas às paixões secretas. Depois de curtirem o parque, as músicas, a roda gigante, os barcos e outras atrações, os jovens dirigiam-se às residências familiares onde aconteciam os assaltos dançantes. Éramos recebidos com aperitivos e música na radiola. Roberto Carlos e Paulo Sergio eram os mais tocados. Lembro de Hamilton e Terezinha Amaral, grandes amigos, que faziam questão de oferecer sua casa para os jovens se encontrarem nas festas de julho.

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