Li o que Luiz Antônio (Capiá) escreveu sobre as habilidades de seu pai. Concordo e assino em baixo. Seu Zeca além de ser médico, parteiro, era nosso amigo e conselheiro.
Todas as gripes, dor de cabeça, dor de barriga, do pessoal lá de casa, lá ia papai chamar seu Zeca que chegava com o remédio certeiro.
Jamais vi alguém tão educado e paciente. Mas também é a família toda, porque dona Aristéia e ele, formavam um casal que servia de exemplo para os outros casais. Ouvi muito as pessoas comentarem: veja que casal lindo, velhinho e de mãos dadas.
Certa vez, seu Zeca chegou lá no bar comercial, que hoje é do meu irmão Mário, éramos vizinhos: a farmácia, a casa de disco de Vau, parece que a camisaria Alcântara e o bar. Eu estava desesperada com um documento rasurado. Acho que era um diploma ou um certificado do ginásio. Deixei por um momento em cima da mesa e Marcos aprendendo a ler e escrever, testou no documento, sua assinatura.
Seu Zeca com toda calma, pegou o documento e disse: deixe comigo. Levou para a farmácia, e eu aflita pensava: será que seu Zeca pensa que o documento é um doente que ele vai curar? Passaram umas duas horas e finalmente chega ele, me devolvendo o documento intacto.
Quando Luiz Antônio falou de suas várias habilidades, lembrei-me do ocorrido com muito carinho. Seu Zeca, foi muito bom tê-lo como nosso amigo.Como o senhor, meu pai, (Sebastião Pacífico), e outros homens ilustres de Santana, como exemplo também seu Plácido, o pai tão falado por seu filho Remi, só nos deixaram exemplo de homens dignos. Seu Plácido era amigo de papai e de vez em quando chegava para conversar, desde o tempo da barbearia. Feliz de Remi que tem ainda o seu tesouro e ainda pode falar dele com alegria. Segundo Rose, ele, com seus noventa, ainda conta bastante piadas.
lucinha_nobre@yahoo.com.br
Matéria publicada em 10/09/2006
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