O QUE QUERO

Poemas

Lúcia Nobre

Não quero a humildade dos humildes

Nem a soberba dos soberbos

O que quero afinal?

É muito complicado dizer o que quero.

Não quero o poder, não quero a submissão.

Não quero querer nada.

Simplesmente as coisas deveriam acontecer.

Tudo aconteceria de maneira natural e simples

Como a alma cristalina que jorra nas cachoeiras.

Que beleza seria a convivência entre os seres

Se a vida fosse a água límpida, translúcida e serena.

Queria assim a minha existência, simples, natural e bela.

Mas o que parece é que minha alma já se corrompeu.

E o que resta são as lágrimas salgadas que representam não a água cristalina,

Mostram a dor de ter sido inútil o meu esforço.

Inútil o querer transformar só com meu amor,

Os turvos caminhos em harmoniosas trilhas.


lucinha_nobre@yahoo.com.br

Poema publicado em 18/09/2006

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