Não quero a humildade dos humildes
Nem a soberba dos soberbos
O que quero afinal?
É muito complicado dizer o que quero.
Não quero o poder, não quero a submissão.
Não quero querer nada.
Simplesmente as coisas deveriam acontecer.
Tudo aconteceria de maneira natural e simples
Como a alma cristalina que jorra nas cachoeiras.
Que beleza seria a convivência entre os seres
Se a vida fosse a água límpida, translúcida e serena.
Queria assim a minha existência, simples, natural e bela.
Mas o que parece é que minha alma já se corrompeu.
E o que resta são as lágrimas salgadas que representam não a água cristalina,
Mostram a dor de ter sido inútil o meu esforço.
Inútil o querer transformar só com meu amor,
Os turvos caminhos em harmoniosas trilhas.
lucinha_nobre@yahoo.com.br
Poema publicado em 18/09/2006
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