E você com essa venta descascada.
Parecendo batata assada,
Na fogueira de São João.
E sempre pronto prá enfrentar,
Com destreza,
No Panema, ás correntezas
Do Poço do Juá.
E olha que lá,
Não era negócio de menino.
Mas, você era fino.
E por cima de pedras e ribanceiras,
Montava nos carneiros,
E vinha de Panema abaixo,
Até encontrar o riacho,
Onde havia um remanso
E os carneiros não pulavam mais,
Estavam em paz.
Todos mansos !!!
Porque você o domou.
Ontem você viajou
Para uma região desconhecida
Mas, antes que descida
Se, também, por lá vai domar,
Espero que reserve prá mim
Uma vaguinha naquela câmara de ar.
Para, quem sabe..., surfarmos os ventos.
Como fazíamos no Panema naqueles tempos.
Quebra Coco, Usina Santa Olinda, 15 de maio de 2006.
Poema publicado em 20/11/2006
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