Anne estava desfrutando de sua melhor idade. No presente momento se encontrava, viúva, 45 anos e trabalhava para si mesma garantindo assim o seu próprio sustento e da sua filha Lene de 6 anos. Dedicava-se com muito amor de corpo e alma na educação da menina. Era muito pouco o que ganhava, vendendo pão e doces, mas garantia as refeições na mesa. Diante de tantos sofrimentos e luta pela sobrevivência, Anne ajoelhou-se e olhou para o céu e com os olhos, rasos de água pediu a Deus que a ajudasse a sair daquela situação e que pelo menos colocasse em seu caminho um viúvo, pois a mesma acreditava ser a saída de seus problemas financeiros. O tempo foi passando e cada vez mais a graninha que ganhava ficava mais escassa. Em um determinado dia sem que ela percebesse estava diante de sua alma gêmea. Por intermédio de uma amiga conheceu o Pierre. Ele era viúvo, 75 anos, simpático, possuía residência própria e condições financeiras rasuáveis. Quando Anne e Pierre se viram pela primeira vez, algo de especial tocou em seus corações. A partir deste dia, as vizitas de Pierre tornaram-se freqüentes na casa de Anne.
Depois de um breve e curto namoro, noivaram e casaram-se na matriz principal da cidade.Foi uma cerimônia simples e poucos convidados. Anne deixou a vendinha e foi morar na casa de Pierre. Tudo parecia um sonho e a felicidade de ambos era notada por todos que os conheciam. No inicio, a convivência ia às mil maravilhas. Ate que Pierre mostrou o outro lado que Anne não conhecia. Ele era dominado por uma ignorância insuportável. A filhinha de Anne ficava muito doente com freqüência, pois o seu corpo ficava inteiramente coberto de chagas.Pierre não aceitava este estado de saúde da menina e a ignorava. Lene tomava muitos medicamentos caros, tomava uma melhora, mas depois piorava. Foram inúmeros remédios Pierre tratava Lene com muita indiferença, magoava com palavras rudes do tipo: “sai daqui pantera” eu tenho nojo de você rabugenta!. “E q obrigava ficar trancada no quarto. Anne sofria calada e não suportava as atitudes de Pierre. E foi criando um clima de desentendimento entre ambos. Quando chegava visitas, Lene, não podia nem se quer ir Á sala. Ficava em seu quarto chorando, mas em suas orações inocentes de criança pedia a Deus que a libertasse daquele sofrimento. Pouco entendia o que se passava, mas sentia na pele o constrangimento que Pierre transmitia. Lene gostava dele como se fosse seu próprio pai. Muitas vezes desejou morrer. Sofria dia após dia. Mas Deus estava ao seu lado e teve compaixão dela. Sua mãe incansavelmente foi em busca de um novo tratamento. Foram consultas e exames que auxiliaram na recuperação da saúde de Lene.Sabemos que a quem Deus promete não falta. Depois de tantos conselhos de amigos e parentes, Pierre caiu em si e viu que estava agindo errado. Portanto decidiu mudar. E realmente mudou para melhor. Tornou-se um pai amável e carinhoso, dedicado, atencioso, para com a menina. Tudo mudou.. A vida prosseguiu nais leve e agradável para essa família. Para Lene, isso significa muito em sua vida, pois conheceu o amor de um verdadeiro pai. Quem diria que por traz de tantas amarguras poderia surgir o verdadeiro amor próprio ao próximo. Sempre é hora de mudar. Portanto se você vive algo rancoroso, mude. Tente, você vai conseguir, procure ver a VIDA com outros olhos. Olhe em sua volta e verás que ainda há tempo para mudar. Acredite e confie em Deus, pois Ele é a única fonte de esperança e VIDA.
Santana do Ipanema – Al 15/11/06
Matéria publicada em 27/11/2006
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