MESMO QUANDO ME CALO, O SILÊNCIO FALA

Pe. José Neto de França

O silêncio, muitas vezes, é mais eloquente do que as palavras. Quando me calo, não é simplesmente uma ausência de som; é uma forma profunda de comunicação que se manifesta no espaço entre as palavras. Em um mundo repleto de ruídos e distrações, o silêncio se torna um refúgio, um momento em que posso refletir e ouvir a mim mesmo.

Neste silêncio, as emoções dançam livremente. Ele traz à tona sentimentos que, por muitas vezes, ficam enterrados sob a pressa das conversas cotidianas. O calar-se é, portanto, um ato de coragem. É escolher não se pronunciar enquanto a mente e o coração dialogam em um nível mais profundo. O silêncio me convida a confrontar o que realmente sou, a explorar as verdades que sussurram em minha consciência.

Além disso, o silêncio tem a capacidade de criar espaços de empatia. Quando escuto o silêncio do outro, percebo que há uma totalidade de pensamentos e sentimentos que não foram expressos. Esse silêncio compartilhado pode se transformar em um elo poderoso, onde as palavras se tornam desnecessárias, e a compreensão flui.

Assim, mesmo quando me calo, o silêncio fala. Ele comunica minhas incertezas, anseios, e paixões, moldando uma linguagem única que só eu posso entender. É um lembrete de que, muitas vezes, o que não é dito carrega mais peso do que qualquer frase poderia expressar. Portanto, valorizar esses momentos de quietude é essencial para a meu processo de autodescoberta e conexão com o mundo ao meu redor.

Enigmas da vida!

Pe. José Neto de França
(Sacerdote e Nutricionista Integrativo – CRN/AL nº 43951)

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