Fábio Campos
09/02/2026
O céu azul, borrado de nuvens plúmbeas, mescladas a outras, fofas e brancas, pronunciava chuva. E ela veio. Torrencial, inquieta, querendo entrar pela janela. Fazer-me companhia, enquanto escrevo. Num instante a bica se encheu, engrossou. Pra onde será, que foram os pardais, os saguis, as borboletas? Buscaram abrigo. A energia elétrica se foi, o vento implacável na fiação deixou-nos a meia luz. A luz do dia se foi, escuridão. O trovão roncou lá longe, lembranças e o cheiro da infância chegaram com força. “Queria tomar banho de chuva.”: Disse Aika, minha neta. Belo domingo, de fevereiro, de tão aguardada chuva.
Ontem, sábado marquei um encontro com um amigo, na rua da minha infância. Praça da Bandeira, também chamada Praça da Assunção, em alusão a capelinha de Nossa Senhora da Assunção, ali erguida na virada do século 19 para o 20. O atraso do amigo, quem sabe providencial, levou-me de volta ao passado. A casa que morei, e da vizinhança vieram, como antes na minha memória. O consultório odontológico de doutor Adelson Isaac de Miranda; a casa de Seu Dota, senhor Leopoldo Oliveira, pai de Maurício, Leopoldo e Iolanda, hoje uma clinica médica, especializada em emagrecimento; a casa de doutor Aderval Tenório, dona Déa, professora de inglês, os pais de Adervalzinho, Irineu, Lucidea, Ida e Dalva; a casa de dona Glorinha e do “véio Zé” apelido do caminhoneiro e vereador José Francisco Carvalho, os pais de João de Deus, Gilvan, Gervásio, Juarez, Gilson, Junior “China”, Carmélia e Lucinha.
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Colunistas: CÁ COM MEUS BOTÕES...
LiteraturaFábio Soares Campos 13/02/2026 - 11h 45min Acervo do autor
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