“Alagoas volta hoje a respirar cultura”, comemora Tonholo na abertura da Bienal

Bienal do Livro de Alagoas

Por Por Elaine Rodrigues – jornalista

Ministro da Pesca, André de Paula, representou o presidente Lula no evento

A 10ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas foi aberta nesta sexta-feira, 11, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, com a presença de diversas autoridades. Na cerimônia de abertura, o reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo, lembrou a pausa ocorrida por causa da pandemia e ressaltou a alegria em poder reunir milhares de pessoas nesses dez dias de evento.

“É um momento de muita festa! Depois de quatro anos, a Bienal volta para a sua casa, o Centro de Convenções, nessa parceria da Universidade Federal de Alagoas com o governo do estado. Vai ser a maior festa cultural que esse estado já viu, a possibilidade de termos 400 mil pessoas transitando por aqui, então hoje é um dia muito especial”, destacou o reitor.

Tonholo ainda agradeceu a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula Filho, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na solenidade: “O senhor hoje representa a luz que a gente está conseguindo enxergar com relação à educação, à ciência, à cultura, à cidadania, à pesca, no momento em que a gente retoma a Bienal depois de tanta tristeza para a cultura nacional”.

Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula Filho, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na solenidade


O ministro compartilhou o sentimento de comemoração pela retomada da Bienal em Alagoas. “O Brasil voltou, a cultura voltou, o apagão acabou. São novos tempos, a gente respira um novo tempo. Isso é um conjunto de políticas que eram abandonadas, esquecidas e não eram mais prioridade. [...] Vamos esquecer o que foi ruim, vamos pensar no futuro. O Brasil voltou, a cultura voltou”, reforçou.

Esta edição da Bienal do Livro de Alagoas é uma realização conjunta da Ufal e do governo de Alagoas. Para o vice-governador Ronaldo Lessa, a Universidade com seus investimentos na promoção da ciência e da tecnologia tem um papel fundamental na realização da Bienal de Alagoas. “Não há Bienal se não for vocês. O papel do estado é apenas reconhecer que tem a obrigação de fazê-lo com a Universidade. Mas é cada um dos alagoanos e companheiros de outras partes do Brasil e até do estrangeiro que fazem a Bienal”.

Presente também na solenidade de abertura da Bienal, a cônsul geral da Argentina em Recife, Julieta Grande, agradeceu a honra da Argentina ter sido escolhida como país homenageado, por conta da trajetória na educação e da luta democrática, um cenário propício para os países estreitarem os laços culturais.

Cônsul geral da Argentina em Recife, Julieta Grande


Dez anos de história

Os números da Bienal Internacional do Livro de Alagoas são grandiosos. Para esta edição, é esperada a movimentação de cerca de R$ 5 milhões em vendas. A reitora honorária da Ufal, Ana Dayse Dorea, e a organizadora da Bienal, Sheila Maluf, lembram ainda da primeira edição, ocorrida no Clube Fênix Alagoana. “Me lembro da gente discutindo como iria ser, na época eu era vice-reitora da Universidade, e nós, então, começamos a pensar não em uma feira de livros, a gente queria algo mais. E aí, pensamos que poderia ser, exatamente, uma Bienal”, lembrou Ana Dayse.

“Agora, as expectativas são as melhores possíveis e essa Bienal foi preparada com muito carinho para marcar a volta pós-pandemia. Ela foi pensada em detalhes para trazer a magia e o encanto do mundo da leitura aos leitores”, completou Sheila Maluf.

E diante de tamanho empenho, a vice-reitora da Ufal, Eliane Cavalcanti, faz um convite à população. “Após um processo mundial que a gente passou, de saúde pública, a gente conseguir fazer uma Bienal aberta ao público, gratuita, então, o que a gente está pedindo é que a população venha, participe, conheça cada espaço, conheça cada estande, incentive mais a leitura. Ler permite que você imagine e imaginar torna a vida da gente melhor. A Universidade abre as portas e entrega à sociedade alagoana mais um evento desse porte e solicita que todos participem. É para o povo que a gente faz!”, finalizou a vice-reitora.

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