Depois de publicar, há poucos dias, a crônica intitulada Câmara Júnior Internacional, lembrei-me da inusitada ocorrência que se passou em reunião, ordinária ou festiva, desse ativo capítulo de Santana do Ipanema, em data do final da década de 1960, por aí.
Testemunhei o fato, mas, decorrido tanto tempo, não mais me recordo do nome do novato associado protagonista da ocorrência. Constrangedora ocorrência, sem dúvida, para o presidente da sessão e para os membros associados e convidados.
Sem ambições conceituais, meti-me na enrascada de uma consulta a dois dicionaristas, mestres Aurélio e Houaiss, sempre de braços dados com eles nas minhas cogitações literárias, sobre agnosticismo e ateísmo.
Sobre o primeiro, verifiquei que, segundo mestre Aurélio, se trata de “posição metodológica que só admite os conhecimentos adquiridos pela razão”. Necessitam, pois, de comprovação científica.
Ateísmo, no dizer de Houaiss, significa “doutrina ou atitude de espírito que nega categoricamente a existência de Deus”.
Vê-se que há diferença entre credo e crença. O primeiro são preceitos que regem uma pessoa ou partido. Crença, por seu turno, será opinião com fé e convicção. Verdades de fé.
Terminada a consulta a tal respeito, chego à mesma conclusão da sentença socrática: “Só sei é que nada sei.”
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LiteraturaPor Djalma de Melo Carvalho 07/05/2021 - 11h 00min Acervo João Neto Félix Mendes/Darras Noya
José Abdon, representando a Câmara Junior de Santana do Ipanema na Convenção Nacional na cidade de Campos no Estado do Rio de Janeiro, anos 60.
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