O som da orquestra não sai da minha cabeça. Parece que ainda estou ouvindo a marchinha “Bloco da Solidão”, que o meu bloco inicia o Carnaval no sábado de Zé Pereira e só encerra a folia nas primeiras horas da manhã da Quarta-feira de Cinzas. É uma tradição do bloco. Sempre foi assim.
“Angústia, solidão
Um triste adeus em cada mão
Lá vai meu bloco,
Só desse jeito é que ele sai”
O sono ressacado não me deixa raciocinar se estamos na terça-feira ou se já chegou a quarta-feira de Cinzas.
“Na frente sigo eu,
Levo o estandarte de um amor,
O amor que se perdeu no carnaval”.
Não brinquei ao som da “Orquestra Teimosa” do maestro Miguel Bulhões nas prévias carnavalescas das maratonas da praça Enéas Araujo, não brinquei.
Não fui de bar em bar com meus amigos no sábado de Zé Pereira. Não fui nas toldas da feira, não fui ao Bar de Erasmo, ao Bar da Toca do Pato, ao Bar do Mário, ao Bar do Mundo Errado, não fui.
“Lá vai meu bloco vai,
Lá vou eu também,
Mais uma vez sem ter ninguém,
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Literatura: CADÊ MEU BLOCO?
LiteraturaPor Sílvio Nascimento Mélo 16/02/2021 - 11h 10min Arquivo Pessoal
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