Uma ideia que eu nem bem sabia qual, levou-me a iniciar esta crônica. Daí, do nada, comecei a lembrar dessa música: “Quem foi que disse que amar é sofrer? Quem foi que disse que Deus é brasileiro? Que existe: “Ordem e Progresso”? Enquanto a zona corre solta no Congresso? Quem foi que disse que a justiça tarda mais não falha? Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar? Os dias passam lentos. Aos meses seguem os aumentos. Cada dia eu levo um tiro, que sai pela culatra. Eu não sou ministro. Eu não sou magnata! Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém! Aqui embaixo as leis são diferentes! Quem foi que disse que os homens nascem iguais? Quem foi que disse que dinheiro, não traz felicidade? Se tudo aqui acaba em samba. No país da corda bamba, querem me derrubar! Quem foi que disse que os homens não podem chorar? Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta? A minha acabou faz tempo, agora eu entendo porque... Sugerido por Deckdisc By Banda: Biquini Cavadão [1991].
A ideia porém ainda não é essa. Mas a gente chega lá. Na verdade, o cerne seria: O que faz uma determinada frase se destacar, tomar proporções, às vezes muito além de seu autor? Ao ponto de tornar-se, ou não, relevantes. Ao ponto, de marcar vidas, gerações. Um exemplo clássico é a frase: “Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho, 3 coisas que devíamos fazer antes de morrer.” Só hoje [aqui no Google!] descobri que a mesma, pertence a um poeta cubano chamado José Martí. Nem sei se ele fez o que disse. E que tal se ela [a frase], não precisasse ser necessariamente nessa ordem? Poderia ser: Ter uma árvore, plantar um livro, escrever um filho.
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Colunistas: QUEM FOI QUE DISSE...
LiteraturaPor Fábio Soares Campos 07/02/2021 - 23h 20min Reprodução Internet
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