Colunistas: HUMANAMENTE SÓ, MAS ACOMPANHADO DE MIM MESMO

Literatura

Por Pe. José Neto de França

No meu quarto, diante de meu notebook, enquanto navegava na rede mundial de computadores, quase que procurando motivar-me diante do silêncio que fazia no avançar da noite – era aproximadamente 23h40 -, enquanto o sono não chegava, recordei-me de que, como quotidianamente faço, ainda não tinha ido à cozinha buscar água para qualquer emergência durante o resto da noite, ou mesmo para tomar com minha medicação ao amanhecer.

Levantei-me, peguei um pequeno cantil que estava sob a pia do meu banheiro privativo e me dirigi a cozinha. Estava só na casa.

Fui até a geladeira, peguei uma garrafa de água gelada, enchi o cantil até a metade e completei, depois, com água natural.

O silêncio parecia sepulcral!

Aproveitei e coloquei água em um copo, encostei-me na pia da cozinha e, com o olhar como que no vazio, apesar de estar enxergando muito bem o ambiente, lentamente comecei a degustá-la.

Minha mente retornou a décadas passadas, quando ainda criança vivia em uma casa sempre acompanhado de meus irmãos, irmãs e meus pais. À medida que o tempo foi passando irmãos e irmãs cresceram, cada um tomou seu rumo, inclusive eu; meu pai foi chamado ao coração de Deus...

Hoje, cada um tem seu canto, sua família... Minha mãe ainda permanece no tempo presente, mas na sua casinha, como ela mesma diz.

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