Na linha do tempo de minha vida, desde que me dei conta de que era um ser de vontade própria, capaz de ver, ouvir, distinguir o bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto, utilizar o dom da liberdade para fazer escolhas e colocá-las ou não em prática, dar a direção que quisesse a minha vida..., desenvolvi um senso de observação que tem muito me ajudado no que sou até o tempo presente.
Vi, quando ainda criança e pré-adolescente, isso na década de 60, a área verde, flora e fauna na região de Santana do Ipanema e região, que era predominante e maravilhava os olhos de quem ama a geografia do interior. Amava percorrer, a pé, nos fins de semana, o caminho entre a cidade e as propriedades de meus avós e tios. Era um pouco mais de duas léguas. Lá, na companhia de primos, primas e outros amigos, as brincadeiras, resenhas, exploração do ambiente natural era rotineiro, mas sempre repleto de novidades.
No período de inverno, pais e filhos se engajavam nas áreas próprias para o plantio, mas respeitando a preservação ambiental – mata nativa.
Foi assim que Santana do Ipanema e região se desenvolveu. Através da agricultura, principalmente do feijão, milho e algodão. E não poderia ser diferente, pois a agricultura é a base de qualquer economia.
Em 1970 aconteceu a grande seca no Nordeste. Muita gente com fome sede... O governo brasileiro criou algumas “frentes de trabalho” para ajudar a população carente e foi a salvação de muitos. A maioria dos açudes, melhoramento de estradas foram consequências desse auxílio. A população era ajudada, mas havia uma contrapartida. Teria que trabalhar nessas “frentes”.
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Colunistas: AUXÍLIO E COMODISMO
LiteraturaPor Pe. José Neto de França 16/12/2020 - 23h 30min Arquivo Pessoal
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