Colunistas: ALIMENTANDO PASSARINHOS

Literatura

Por Djalma de Melo Carvalho

Nesta primavera e início de verão, o espaço gramado com as laterais cobertas de roseiras, daqui de casa, costuma receber a visita diária de inúmeros pássaros de pequeno porte que habitam a área verde que circunda o Condomínio Aldebaran, em Maceió. Entre eles, destacam-se rola-caldo-de-feijão, bem-te-vi, fogo-pagou, rolinha comum, canário-da-terra, beija-flor, jesus-meu-deus, lavandeira, pardal e até o pequenino sebite ou caga-sebo.

É uma festa de canto variado desses pássaros ao sinal deflagrador da aurora tropical, acompanhada do canto madrugador dos espertos galos da vizinhança. Tudo lembra a tranquila e calma vida interiorana lá do Sítio Gravatá, no município de Santana do Ipanema, lugar onde nasci.

De uns tempos para cá, zelando esses pequenos pássaros do Condomínio e tentando redimir-me das petecadas que lhes desfechei ou do aprisionamento de outros que cometi, quando menino, resolvi colocar, diariamente, à disposição deles porções de alpiste e painço.

Pelo interesse dos passarinhos pela ração, o espaço transformou-se em festa diária, de gulosos e desconfiados, à vista de todos de casa e de visitantes.
Já disse em crônica que em criança andei criando pombos, canários e passarinhos cantadores. Nunca me interessei em criar cães e gatos, porque meus pais, nesse particular, não tinham esse hábito. Por esse tempo, um valente galo de briga, que eu havia deixado na casa de minha avó Bilia, na cidade, escapulira do quintal e morreu atropelado, causando-me, então, muita tristeza e lágrimas.

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