Primeira Parte:
Comecemos pela derrota de Donald Trump. Se Trump chegou ao poder, em 2016, sob a influência de uma miríade de fatores que assolava os anos 2010 (cujas raízes são bem mais anteriores), como crise na representatividade política, desconfiança dos partidos e políticos tradicionais, crise econômico-financeira, a questão migratória, a questão da ascensão das igrejas pentecostais, escândalos de corrupção (principalmente relacionados com a esquerda, no mundo, de algum modo), as fake news, a problemática da segurança nacional e sua relação com os atentados terroristas, a questão China-Rússia, a questão islâmica, a questão ambientalista, etc, enfim, uma gama de fatores, isso, à época, significou uma grande ruptura.
Contra quase todas as expectativas e prognósticos, Trump venceu Hilary Clinton. Estados tipicamente democratas deram inúmeros votos a Trump, e ele venceu no âmbito do colégio eleitoral por 304 a 227 (uma vitória expressiva!), todavia perdendo no voto geral popular para Hilary por 65,853,514 votos a 62,984,828 votos, o que nos evidencia uma forma complexa eleitoral que se quer democrática, mas em seu cerne não é. Claro está que é uma forma feita para dar margens para que eleitores brancos e ricos tenham, sob certas perspectivas, vez e voz. Tal instituição foi criada com medo do voto negro e do voto feminino, com receio do aumento da população negra e da influência da mulher nas esferas de poder e da ampliação dos campos de possibilidades. Esse fato pode ser evidenciado mais nitidamente quando se percebe que leis racistas eram vigentes nos EUA até os anos 60 e que somente um único Presidente negro foi eleito (Obama) e que nenhuma mulher jamais foi eleita Presidente.
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O que representam a derrota de Trump e a vitória de Biden e Kamala Harris: uma tentativa de análise sociológica e política.
LiteraturaPor Adriano NUnes 08/11/2020 - 01h 57min Arquivo Pessoal
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