Colunistas: SALÁRIO MÍNIMO E PANDEMIA

Literatura

Por Redação com Djalma de Melo Carvalho

Vejo, no cenário nacional de hoje, longas filas de gente à porta da Caixa Econômica Federal e de Loterias em busca do chamado Auxílio Emergencial, de R$600,00, valor a ser liberado pelo Governo Federal, por três meses, em virtude da pavorosa pandemia do Coronavírus.

Gente com máscara e gente sem máscara. Para esse pessoal sem máscara não importa se está ou não sujeito à contaminação do vírus devastador da Covid-19. Pura indiferença. O que lhe interessa mesmo é receber a parcela de valor pouquíssimo superior a meio salário mínimo. O desespero está falando mais alto que o perigo de contrair a doença e, daí, fatalmente, o perigo de morte. A fome, no caso, tem valor superior à vida.

O Brasil e o mundo estão em polvorosa com essa pandemia, com esse aterrador vírus que também alcança, impiedosamente, países do primeiro mundo. A sociedade brasileira, particularmente, começa a desestruturar-se, tanto em sua vida social quanto em sua vida econômica.
Inúmeras mortes, muito desespero, muita gente desempregada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e os governos estaduais recomendam a quarentena, o isolamento social (“Fique em casa”). Quase tudo neste país está parado, sem funcionar, exceto supermercados, farmácias, hospitais e serviços essenciais. Daí o desespero dos trabalhadores, das empresas, do comércio, do sistema produtivo, das famílias, das pessoas mais humildes, dos “invisíveis” (pessoas sem RG, CPF sem referência, sem emprego).

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