Historicamente, o carnaval teria origem na Antiguidade como festa dos deuses. Na Grécia, teria surgido no ano 600 a.C. Na Roma Antiga, o carnaval decorrera das saturnais, festas de orgia, de libertinagem, com pessoas mascaradas, brincando, comendo e bebendo. No Cristianismo, durante o carnaval, como festa pagã, os fiéis deixavam de alimentar-se de carne. Daí, o latim “carne vale” (“adeus à carne”), origem do vocábulo carnaval.
No Brasil, o carnaval iniciou-se no período colonial, de origem portuguesa. No século XX, surgiram no Recife e Olinda o frevo e o maracatu. A partir daí o carnaval tornou-se festa popular, tradição cultural brasileira. Na Bahia, o trio elétrico arrasta multidões (“atrás dele só não vai quem já morreu.”); no Rio de Janeiro, as escolas de samba fazem o espetáculo maior no monumental sambódromo, festa considerada de repercussão internacional; em Pernambuco, ninguém resiste ao trepidante frevo e às triunfais e saudosas marchas que tomam conta de ruas e avenidas de Olinda e Recife.
O carnaval, afinal, é festa do povo – do pobre e do rico. No embalo efervescente da folia, todos esquecem problemas, amor perdido, frustrações e a luta do trabalho diário. Carnaval é magia, é alegria total. São três dias de festa, de bebidas, de divertimento, tudo terminando na quarta-feira de cinzas. Somem-se, aí, à folga do tríduo de Momo os dias das prévias carnavalescas, porque tudo é carnaval, ninguém é de ferro.
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Colunistas: O PINTO DA MADRUGADA - por Djalma Carvalho
LiteraturaPor Redação com Djalma de Melo Carvalho 12/06/2019 - 10h 15min Arquivo Pessoal
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