Sou o primeiro de setembro,
Sou de muitos setembros.
Sou de sessenta e virginiano,
Sou da água do “Panema”.
Sou do Carrito e da Quininha,
Sou do querido pedaço alagoano.
Sou mano da Cida, sou parte do tio
E de tantos primos, primas, amigos e amigas.
Sou esposo, pai e avô
Sou da terra de Sant’Ana, dos amores de Santana,
Sou de um taquinho desse Brasil.
Sou o rio que corre pro mar do tempo,
Com a força de tudo o que em mim se fez.
Setembro me abraça em mais um recomeço,
E eu celebro a vida, outra vez.
Sou feito de sol, de fé e de lembrança,
Onde o passado e o futuro se dão a mão.
Sou o menino do Panema que ainda dança
No compasso eterno do meu coração.
São sessenta e seis primaveras colhidas no caminho,
Tantas histórias que o peito guardou.
Sou setembro, sou vida, sou carinho,
Sou tudo o que o amor abençoou.
Sou o fruto orgulhoso dessa semente,
Metade Carrito, metade Quininha em flor.
Sessenta e seis anos de uma história valente,
Abençoado por Deus e por tanto amor.
Trago nos olhos o brilho dos meus pais
E no sangue a força que eles me deram.
Sou setembro que avança e não esquece jamais
Os caminhos que os dois me escreveram.
Sou o menino de ontem, o homem de depois,
Sou o setembro que hoje celebra a vida com amor.
SETEMBRO
PoesiasJosé Elgídio da Silva 01/09/2026 - 15h 33min
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