Luta vã. Na semana passada, Prevento lutou pra comprovar a incrédulos, q, n apenas ele, qqr um q se visse no espelho d’água n era o q achava q era, mas sim criopersonagem da diegese na qual se encontrava. Falou até perder a voz.
Narrativa n prevaleceu dessa vez! disse Caluda.
Esse negócio, disseram na firma, era coisa só de Prevento.
Ninguém acreditaria nisso. Nem o crédulo Polifemo, o novo administrador.
Prevento, afinal, foi convencido a encerrar esse capítulo.
Ele, em retribuição à generosidade de Caluda, entregou-lhe a cópia de “O dia do kháos no kosmos.” Por fim, resolveu gastar tempo e dinheiro com “O dia do kháos no kosmos.”
Houve uma noite de julho em Caseína em q o pé da firma afundou tanto, foi até os ossos da tecnologia; fracionou o tempo financiando a vida tecnológica. As linhas de metrô, exaustas, cederam aos ônibus no episódio q ficou conhecido nas redes como #caosnocosmos.
“O dia do kháos no kosmos” Calu n largava nem se Cochilo lhe assaltasse na firma ou fora dela.
Caluda, igual aos colegas, respirava por corredores com a permissão do modelo conhecido por ficasse-em-vigília-sem-comida-sem-bebida.
Faltava à Caluda tridimensionalidade. Ela distanciava-se, na correria dos compromissos assumidos com a firma, de conflitos internos. Disfarçava o q podia com novas cores no cabelo, mais tatuagens; era acusada de n ter personalidade complexa qdo chegava atrasada e o totem, na porta da firma, descontava parte no sal do salário.
Caluda era vista por Prevento qual arquétipo da pressa. Uma personagem fragmentada, principalmente na cola q lhe prendia à cópia do kháos no kosmos.
Maldita hora, ele resmungava pelos corredores que o levava à salinha do café, em q lhe presenteei com “O dia do kháos no kosmos.”
N havia adensamento dramático em seu jeito de ser!
N havia o q?
Adensamento dramático! repetiu Medeia, no café, com a concordância de Ino.
Caluda olhava Fedra à espera de uma aliada.
Prevento n passava de um jogo de palavras intelectual andando pela firma e distribuindo cópias da obra “O dia do kháos no kosmos.”
N havia espaço ao leitor literário em descobrir o símbolo, Prevento.
Sabe o q digo ao leitor literário? Q ele vá...! E n fale de mim, Calu, assim irei lhe acusar de ter a clareza de sala de aula. Td o q faz é repetição da fórmula, Calu. Solte de uma vez “O dia do kháos no kosmos.”
N me peça isso, Vento! disse Calu a Prevento.
“O dia do kháos no kosmos” vai lhe matar. N dorme mais. Vive consumida por “O dia do kháos no kosmos.” N deveria ter-lhe jogado nessa areia movediça.
As colegas Medeia, Ino, Fedra aproximaram-se de Caluda. Prevento foi à xícara de café.
Faço isso, Vento, pq a firma me cobra q faça.
Conversa! disse Prevento derramando café na calça.
Por mim, Vento, acreditaria na força do mistério.
Que mistério? disse Fedra, q se aproximava do café.
Por mim, Fé, n explicaria a piada.
Medeia esvaziou a xícara e foi enchê-la mais uma vez. Ela voltou e passou a mão na cabeça de Caluda, q lhe disse:
Por mim, Deia, esconderia as metáforas...! mergulhou no choro; por pouco n se afogou.
Prevento afastou-se:
Sabiam q a firma vai exigir a leitura e a releitura dessa coisa?
Q coisa?
Prevento apontou pras mãos de Caluda. Ela n soltava nem a dentada “O dia do kháos no kosmos.”
Calu precisa de sombra, como td nós! acalentou Solphia, mix de máquina e de gente, q tripulava o setor de Caluda e suas colegas de trabalho.
Solphia voltava a cada final do dia pra cuidar dos pais doentes e velhos. Sua finalidade era livrá-los da morte. Ao compreender o significado da morte, seu propósito era mantê-los vivos. Ela morria um pouco cada vez q adiava um pouco a morte dos pais.
Medeia sussurrou próximo ao rosto de Fedra:
Essa nossa Solphia representava uma experiência científica pra combater o esquecimento.
Ino aproximou-se de Fedra e Medeia, e disse-lhes:
O contrato dela foi firmado qdo ainda era 100% humana.
A cada etapa da atividade, ela absorvia partes do experimento, adicionava tecnologia e, proporcionalmente, perdia a humanidade.
Fedra comentou:
A biosfera de Caseína piorava.
Medeia atalhou Fedra:
Solphia podia interromper se preservasse a saúde dos pais.
Prevento ofereceu mais café à Caluda:
Carece de ambiguidade.
O impacto de Calu é surpreendente e positivo, e ninguém diz o contrário! defendeu-lhe Ino.
Sabe o q afasta Calu da genialidade na firma?
N.
O q é?
Diga.
Conceito abstrato somado às escalas, após o totem escanear as córneas dela; por final, jatos de lições de moral. Calu tão previsível, gente!
Um horror!
Entendi. Td nela é a materialização literal de uma palavra de dicionário.
Qdo havia dicionário.
O q era dicionário?
N sabia?
Nunca ouvi esse termo.
N era um termo.
Era uma peça de máquina?
Era um recurso de rotina q ficou obsoleto.
Ah!
N lhe entendi.
N lhe compreendi. Coisas inúteis... Isso n era legal!
Típicos trocadilhos intelectuais... Isso cansava!
Qta artificialidade!
As conversas na sala do cafezinho nunca pareciam orgânicas.
Td nela... Tenho visto. Td nela serve apenas como um choque estético na tentativa de ilustrar uma tese tola.
Adora nos enfiar numa decadência social.
Olha só como ela fica indiferente com a xícara de café nos lábios róseos.
Costas largas, só podia, como se falava no milênio passado, continuar na firma. Menos q isso, presenciei um tipo assim cair fora sendo escoriado pelos degraus e portas estreitas.
Calu n cria empatia de jeito nenhum!
Seu destino como personagem é uma desgraça.
Embora a firma nos receba como um tabuleiro recebe as peças de xadrez.
Parem com essa intriga! interrompeu Prevento. Ninguém aqui enxerga um vislumbre de qualidade nela?
Ela se salva pelo lirismo sombrio.
Era isso q blindava nossa Calu na firma.
N concordo. O q mantém Calu na firma aparece nos seus conceitos de alta erudição e nessa simplicidade telúrica desse rostinho e nesse corpo q nunca envelhecem.
Sim. Td nela antecipa o destino, antecipa a função teórica etc.
Será q n podemos mudar esse jeito de ser de Calu?
Pra mim, Calu já perdeu há tempo a capacidade física de se situar.
N diga isso.
N a deixe ouvi-la.
Qta maldade!
Gente, aqui n se faz outra coisa senão mimetizar a firma com memes.
Ela nos paga pra isso.
Ainda bem q o conhecimento clássico profundo tá preservado em Calu.
É isso q a mantém na firma.
Qtas vezes falei isso?
Eu falei isso.
N. Eu falei.
Calu deveria ser linear como se exige em Caseína.
Ela rejeita isso.
Ninguém deseja ser linear e comum hj em dia.
Preferimos a colagem radical. Preferimos nos cobrir de jargões técnicos.
Isso é estranhamento.
Desde o primeiro dia na firma, vi nela a aura de um enigma.
Q enigma?
Intelectual.
O texto dela sacrifica o enredo natural q a firma exige de tds, menos dela.
Caluda n é só Calu. Ela é a peça poética expressionista com essa xícara de café q nunca termina.
Ela nunca é fluida.
Nunca a vi tridimensional.
Desconfio q nossa Calu foi recebida pela firma, n pra automação das telas, pra pôr fim no pensamento profundo.
Vi esses dias ela cheia de papéis.
Resma.
Eu tb a vi, Bentivi. Ela grudou a resma ao peito como se fosse enfartar.
Foi comigo! disse Prevento. Grudou na parede como se fosse atravessá-la.
Mas decerto era mais uma obrigação burocrática da nossa Calu na rotina da firma.
Às vezes, eu vejo a Calu n como a Caluda, mas como... Assim...
E como vê-la?
Uma personagem fantasmática.
Em Caseína tudo era tão rápido qto efêmero e fragmentário.
Fora da salinha do café, Caluda conversava com Solphia:
Me deixou com duas crianças, e eu nem havia chegado aos 20.
Caluda falou das raízes, da absorção do nitrogênio, da água, do potássio. Solphia discorreu sobre as folhas, o gás carbônico, a luz solar alterando sua vida em Caseína; escorregou no choro ao falar do caule, da seiva, dos nutrientes.
Solphia olhava Caluda com olhos de fome.
Atrás de assinaturas, Caluda convertia analógico em digital nos setores Caracol, Preguiça e Lagarta-de-fogo.
O mercado editorial devorava morgos em campos elétricos e magnéticos.
A caneta já n escrevia. A linguagem transitava por ondas q atravessavam os corpos.
Caseína já foi terra onde lagartas sonhavam com borboleta.
Solphia disse:
O sonho fê-la transmudar a humanidade em dados.
Disse Caluda:
Algoritmos sonhando com poderes computacionais.
Estrelas lançaram-se ao abismo. Algumas morreram no istmo de Caseína, outras ainda sonhavam com o teatro.
Os pontos brilhantes do neodarwinismo feito vagalumes sob o queixo dos moradores independente da faixa etária. Eles cochilavam nos pontos de ônibus:
P q os busões demoravam pra chegar?
Eles n paravam.
Eles passavam cheios.
Uma tosse crônica atingiu cada vivente em Caseína.
Os sinos tocavam, alucinadamente, em Caseína. N havia explicação.
N tínhamos, insistiu Solphia ante a incredulidade de Caluda. Como livrar-se da fragmentação da palavra?
Pra citar Prevento, Solphia, “criopersonagem definiu nosso caminho.” Em cada casa uma história triste.
Como era triste a tristeza q entristecia a gente.
Pairava uma demanda reprimida em Caseína na pulverização de palavras primitivas, derivadas e compostas.
Essas pessoas tossiam como se tivessem se rasgando.
Poeira era a nanotecnologia desenvolvida nas firmas de Caseína.
Cada detalhe dos insetos era rastreado em tempo real, disse Prevento, e Caluda confirmou; porque ela sabia q Solphia sabia. Uniu o indicador e o polegar. Faltava isso aqui pra trazer os mortos ao mundo dos vivos.
Solphia quis saber se a leitura de Caluda tinha se atrasado por causa das demandas na firma. Ela respondeu-lhe q havia lido 50.000 livros.
Conheceu teu pai, Ino?
N, Medeia. E o teu?
Ele entrou no Bar Kalanchoe Blossfeldiana em busca da flor da fortuna, e se perdeu. “Fosse buscar meu pai, mãe!” eu pedia aos berros. “Aqle monstro foi cheirar a Calandiva, Ino!” berrava a mãe de volta. “Queria o pai comigo!” Mas as palavras n saíam. “O bruto perdeu-se no bar!” ouvia os gritos da mãe. E por mais q eu exigisse dela: “Meu pai, mãe!” ouvia: “Ele foi sugado pelas pétalas amarelas e o rubro fosforescente da Calandiva.” Voltava a pedir: “Eu queroo!” Mais tarde, vi ou ouvi, já n me lembrava, ele e ela numa rua deserta de Caseína dobrando minirrosas verdes, carnudas, com bordas onduladas.
Caluda e Solphia ouviam Ino, que dizia:
Como foram suculentos aqles dias! Meu pai era surreal: reconstruía vidas em 3D, prometia saciar a sede com uma gota d'água, e sumiu na carnuda com bordas onduladas. Corri até ele. O q me esperava era uma explosão de berros: “Saía daqui! Eu n sou teu pai, sua filha da...!”
Caluda comentou:
A mãe de Prevento preferia ser chamada Genitora por considerar o nome dela feio d+.
Ino disse às colegas:
A morte em Caseína spre foi a primeira punição. Eu a vi tantas vezes.
Painéis espelhados em Caseína perdiam a função. A ferrugem silenciosa destruía as estruturas de ferro fundido; as paredes de vidro davam sinais de fim da transparência. O vampiro, q escolhia vítimas aleatórias nos busões, era a cereja.
Caseína gerou crianças camelôs.
Sim! disse Solphia. A casa era uma marquise, a escola transferida à casa.
Voava a vespa-oleira em Caseína à caça de aranhas.
O destino espreitava a vespa-oleira ou a aranha? disse Fedra. A aranha viva e paralisada; esperando, dentro da canaleta de barro, o ovo da vespa-oleira eclodir. A aranha condenada a ser alimento vivo da larva da vespa-oleira. Sabia-se viva, imóvel, prisioneira no tubinho escuro de barro com baixa ventilação. Ela via-se morrer aos poucos com a eclosão do ovo da vespa-oleira.
Sr. Finan exigiu as informações. Caluda correu pra entregá-las. Sr. Finan, informou-lhe Caluda, a palavra tornou-se o teto de vidro fino em Caseína. Foram as máquinas ao Cemitério Ortográfico...
Avisasse aos primos Luciferina e Luciferato, Caluda! ordenou o Sr. Finan.
Primeiro sumiu a fala, Sr. Finan, q começou com a redução das palavras; os pensamentos ficaram confusos em seguida pelas imagens recorrentes dos cemitérios. Bronquiolite ventava sobre a população há uma semana, Sr. Finan. A MáqKousa deu o pontapé nessa semana, Sr. Finan. Eu copio e colo, Sr. Finan?
Avisasse aos primos Luciferina e Luciferato.
Ontem, Sr. Finan, iniciou-se na firma a interface cérebro-máquina.
Avisasse aos primos. E os conceitos neurobiológicos?
Acabaram de falir.
Avisasse aos primos.
O colapso climático congelou e a dependência digital se foi com ele.
Os primos sabiam disso?
Sr. Finan, a máquina era só um bebê, um gugu-gagagá-degas.
Então, Caluda, será só #bubuá-buá!
Prevento, a uma h pra amanhecer, se olhava num caco de vidro. Riu. Viu o bigode. Começou a apará-lo com uma tesoura eletrônica, guardar os pelos no bolso. Os lábios em bico soltavam ao vento uma melodia:
Vi a ferocidade das máquinas em Caseína; perdi td, e foi até o amor da Cônjuge Durvalina. Degas a levou em uma tela, pendurou no teto do Capacá.
O apego cego às próprias opiniões levou o Sr. Finan a filiar-se à Narrativa Diletante! disse Caluda pras colegas na salinha do café. Ninguém tem notícias de Tálamo, dps q saiu da firma?
Ele queria mesmo, disse Fedra, aplicar um desfalque na firma?
Em casa, o pai de Tálamo pôs os óculos pra ler as notícias q definiram a condição humana no planeta nas últimas horas: "Ah, se a liga me ligasse! Eu ligaria à liga. Mas se a liga não me liga, eu não me ligarei nessa liga!" Qdo ouviu a voz do filho. Arrancou os óculos, misturou as imagens das notícias q invadiam às retinas. Correu atrás, espancando-o com as hastes, quebrando as lentes nas costas do filho:
Seu incompetente! berrava. Só fazia jumentices amébicas topeiraldas. N aprendeu nada, nem com gritos?
Tu nunca foi pai, papai.
Mais pancadas. Novos gritos do pai de Tálamo:
N sabia nada de nada do nada. N sabia nem a mitologia. Acabou com a paixão. Nem sabia se sociabilizar, sabichão. Desfalque na firma desde qdo? E ainda quis se associar a Prevento. Fracassado somado a outro. Veio esconder-se aqui em casa? Fora! Já foi expulso no passado, expulso tb no presente.
Pai...!
N me chame assim.
Tu é meu pai, cara!
N sou, nunca fui, jamais quis sê-lo.
É.
N.
Sim.
Fez o q fez, e recebeu a pior das condenações: cancelado.
Pai, eu só tava na firma pra ter comida.
N me chame de pai! estourou feito bexiga de festa.
Eu pausei o desfalque, pai...
N me aborreça com essa falsa primazia, como se fosse brilhante ou um personagem acima do seu tempo.
Antes dessa conversa terminar, pai, vai receber o merecido.
Por último, Tálamo invadiu o espaço cercado por streaming, vídeos curtos e redes sociais. Tálamo gritou pai e foi, como spre, tratado sem nenhum afeto. Pai. Foi solenemente ignorado. PAI. Inúteis os gritos de Tálamo, q passou a mão no taco, juntou forças, ergueu, desceu sobre o pai, q levantou os braços, q quis proteger a cabeça, o rosto, e o taco desceu e subiu vezes tantas.
Fosse tão cruel.
A violência atingiu o úmero, alcanço o rádio, estourou a ulna. Logo chegou aos 54 ossos das mãos, atingindo carpo, metacarpo, falanges. Deixou os braços do sofá escarlates, espirrou sinestesia, quebrou o ritmo, a leitura ficou bamba e caiu de costas produzindo um som fofo.
Fosse tão cruel comigo, pai.
O conjunto de gritos do pai em busca de socorro n o permitiu ouvir a pausa representando a eternidade cósmica.
O silêncio invadiu o espaço rubro. Paredes magenta tingidas de sangue.
O taco se aprofundou no vermelho do corpo. O pai procurou pensamento e se perdeu na vã tentativa em escapar das linhas q uniam ele a Tálamo.
N era possível personagem escapar da diegese. Caluda abriu de novo “O dia do kháos no kosmos.” Leu e releu como se sussurrasse ao travesseiro:
“Havelhocker pensava por imagens.”
A janela nas casas de Caseína já foi luz do sol feito jarro de flor. Romance, ela disse, seria gênero ou espírito?
“Mima começou a falar sobre a chuva, sobre os gatos, e disse preferir a morte. Longe, deparou-se com Ele e sua sequência, q terminava adiante. Ouviu: ‘Burro!’ Repetiu-se: ‘Burro!’ foi Havelhocker q gritou ‘burro!’ Como se sabia disso sem q sequer sabia? Sabia sabendo, ora! Saber n se justificava que soubesse. Se n soubesse, n sabia por que saber só se sabia sabendo. E então, então... Se n sabia porque só qm sabia podia dizer saber o porquê disso. Por quê? Porque tds esses fios, esse plástico, metais e borrachas... ‘N me fizesse perguntas. Ei, dissesse então como a gente ia resolver esse imbróglio!’ Talvez a causa fosses tu, teu burro.
“– Ai que cesse! Podinté for.
“Ele n gostava do que via. Havelhocker via casas, ruas, aquelas casinhas distantes em ruas estreitas e esquálidas em Algoritmos.
“Gente cabeça-de-vento! cuspiu Havelhocker.
“Só Mima agradava Havelhocker. Ela parou sob a janela de Havelhocker pra se proteger da chuva.
“Como o pensamento n dependia da palavra, Havelhocker disse-lhe q só bastava.
“Houve vezes. Mima debaixo da janela, movida por motivos q desconhecia saber.
“N adiantava lutar contra o pensamento, disse Havelhocker, ele vinha.
“Mima era a última semente num capulho de algodão embebido em água. A derradeira experiência dessas q esperam o grão transformar-se.
“Sob os olhos dele, ela podia ser levada à nuvem. Mas n parava de chover.
“No entanto, o pensamento ia tantas vezes aonde a palavra não conseguia ir mesmo querendo.
“Sr. Pensamento, disse Havelhocker, vendia afasia nas esquinas.
“Havelhocker n possuía relógio, pois n acreditava na existência do tempo.”
Caluda olhava “O dia do kháos no kosmos” sem saber se era possível a tese de Prevento sobre o q ele disse ser criopersonagem.
JARDIM DAS VESPAS-OLEIRAS
ContosMarcello Ricardo Almeida 27/07/2026 - 00h 19min
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