Mais uma vez a saudade bateu forte em meu peito, adormeci acordado ouvindo a sinfonia dos anuros no barreiro de Sr. Abílio Pereira, por trás da minha casinha querida, saudando às águas de março. E, acordei-me com o canto do bem-te-vi; da rolinha fogo- apagou; do sabiá na copa das juremas e do Zé Neguinho dando seus saltos mortais, cada vez que emitia seu canto no olho da estaca que completava o cercado daquele pedacinho de chão.
Estou há oito meses ausente de Santana do Ipanema, recanto sacrossanto dos meus belos momentos, distante de tudo e de todos. O cenário nesse momento, de uma saudade pungente, descreve a lembrança de um encontro de amigos, há algumas dezenas de anos, na chácara do saudoso e querido boêmio Valter de Marinheiro, do outro lado do “Panema”, abaixo do Poço dos Homens.
Nesse encontro de amigos estavam: Zé Pinto Preto; Reginaldo Falcão; Remi Bastos; Mindinho e Valter de Marinheiro, o anfitrião. A brincadeira contou ainda com a presença de um dos filhos de Valter, dando vida ao ambiente.
São recordações como esta que alimenta a alma, fazendo renascer a vontade de ver de novo e está ali outra vez com aqueles amigos, dos quais, alguns já nos deixaram.
Daí, a razão em dizer:
SAUDADE, TECE EM MEU PEITO O CAMINHO DE VOLTA.
Remi Bastos,
01/03/2026.
SAUDADE, TECE EM MEU PEITO O CAMINHO DA VOLTA!
CrônicasRemi Basrtos Silva 02/03/2026 - 11h 08min
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