A Quarta-feira de Cinzas não é um rito decorativo nem um costume cultural para “marcar presença” na igreja. A Missa das Cinzas nos confronta com palavras que rasgam ilusões: “Convertei-vos e crede no Evangelho” e “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás”. As cinzas na testa não são enfeite; são sentença e promessa. Sentença contra nosso orgulho, nossa vaidade religiosa e nossa autossuficiência. Promessa de que o pó, tocado por Deus, pode ser recriado. Começar a Quaresma é aceitar que a vida é breve, mas a eternidade é real — e que não podemos adiar indefinidamente a decisão de mudar.
A Quaresma não é dieta espiritual de quarenta dias, mas caminho de conversão que aponta para a Páscoa — e não apenas para uma celebração no calendário, mas para a Páscoa eterna. Converter-se é sair da superficialidade para a verdade, da aparência para o coração, do pecado para a graça. É permitir que Deus queime em nós o que precisa virar cinza, para que floresça o que é eterno. Jejum, oração e caridade não são práticas opcionais; são instrumentos de libertação. Quem vive a Quaresma apenas como tradição perde a oportunidade de atravessar a morte interior e experimentar, já agora, os sinais da Ressurreição.
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Colunistas: DAS CINZAS À MORADA: A CONVERSÃO QUE NOS LEVA À PÁSCOA ETERNA
LiteraturaPe. José Neto de França 17/02/2026 - 21h 15min Acervo do autor
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