Colunistas: VICENTE CELESTINO, A BELA VOZ DE UMA ÉPOCA

Literatura

Antonio Machado

A natureza dentro de sua sapiência infinita deixa o ser humano cada vez mais sem entender a grandeza de Deus, levando Santo Agostinho de Hipona (354-430) a escrever: “Deus é um ser tão incompreensível, e se fosse compreensível, não seria Deus”. Ele permite que nós façamos o que quisermos, porém, temos que arcar com as responsabilidades que vierem depois se para o bem ou para o mal, se as distorcemos cabe a cada um responder por seus erros, uns usam a inteligência para o bem e outros para o mal.

Os começos são sempre cheios que obstáculos, porém, cabe a cada ser envidar esforços para transpor as pedras na estrada da vida. Assim nasceu Antônio Vicente Felipe Celestino, aos 12 de setembro de 1894, filho de casal calabreses, José Celestino e Serafina Câmara Celestino, no Rio de Janeiro, sendo o casal pai de 11 filhos.

Os sacrifícios se somavam para criar uma família tão grande em vista das dificuldades existentes na época, Vicente Celestino possuía uma grande voz, cantava e encantava com um timbre de voz que superava a todos da época, e essa vocação artística o fazia mais alcandorado arrebanhando e arrastando multidões. Soube, pois, Vicente Celestino aproveitar o dom artístico que a natureza lhe deu, focando na música, seu fanal maior foi ser artista, foi compositor, ator e cantor, porém, o que de mais belo possuía era a voz. Mesmo com todos esses percalços que a vida lhe impôs, somente em 1916, conseguiu gravar seu primeiro disco com as músicas Flor do mal e Os que sofrem, dada a precariedade da época, um disco só se colocavam duas músicas, sendo uma de cada lado, posteriormente veio Perdão de um coração e Feiticeira, estava assim se abrindo as primeiras portas para o grande artista Vicente Celestino, dono de uma das mais bonitas vozes da época.

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