Todo início de ano carrega uma expectativa silenciosa: a de que algo, quase magicamente, mude. Troca-se o calendário, renovam-se promessas, repetem-se votos de felicidade. No entanto, a experiência humana mostra que o tempo, por si só, não cura feridas, não resolve conflitos e não transforma consciências. O ano novo chega — mas muitos permanecem exatamente no mesmo lugar interior.
A verdadeira transformação não acontece na virada do relógio, mas no instante em que alguém decide romper com aquilo que o adoece. Adoece o que se repete sem sentido, o que aprisiona, o que fere a dignidade, o que rouba a paz. Adoecem relações sustentadas pelo medo, padrões emocionais herdados e nunca questionados, culpas alimentadas como se fossem virtudes, e uma espiritualidade que consola, mas não converte.
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Colunistas: NÃO É UM NOVO ANO QUE NOS TRANSFORMA, É A CORAGEM DE ROMPER COM O QUE NOS ADOECE
LiteraturaPe. José Neto de França 02/01/2026 - 00h 10min Acervo do autor
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