Colunistas: A FRIEZA QUE NOS DISTANCIA DO HUMANO

Literatura

Pe. José Neto de França

Numa manhã comum, ao acessar uma das minhas redes sociais, fui surpreendido por uma notícia que me paralisou: um jovem que conheci há alguns anos havia tirado a própria vida, lançando-se de uma ponte. No topo do feed, entre fotos e frases banais, lá estava a tragédia, acompanhada de uma imagem forte — uma multidão se aglomerava no local, como se o sofrimento fosse um espetáculo aberto ao público.

Diante daquilo, um pensamento me atravessou: como é doloroso perceber que, em vez de estender a mão, muitos preferem levantar o celular. Filmam, comentam, divulgam… transformam o desespero de alguém em conteúdo efêmero, em busca de curtidas e atenção. Até mesmo alguns meios de comunicação, por vezes, ultrapassam o limite ético, convertendo a dor alheia em show. Há uma frieza inquietante nisso — um esquecimento de que, por trás de cada tragédia, existe uma vida interrompida, uma história que merecia escuta e respeito. Às vezes, por trás de um sorriso simples de quem sofre, há um grito de socorro, uma luta silenciosa pela vida.

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