A Capa e a Campa e outras histórias por Miguel Bulhões

Literatura

Por João Neto Félix Mendes - www.apensocomgrifo.com

A grande escritora Raquel de Queiroz, numa das suas últimas crônicas para “O CRUZEIRO”, revelando o que aprendera dos outros e também ao mesmo passo mostrando as suas próprias concepções, advertiu ser verdade que o diabo tem uma grande capa, com à qual vai de começo incutindo impenetravelmente os crimes misteriosos que se praticam em toda parte. E bem assim, distendendo esse imenso manto negro ao longo braço igualmente negro e macabro, vai encobrindo muita coisa má e condenável.

Mas para o maior desespero com a outra mão badala uma enorme campa que vai logo descobrindo as suas pancadas estridentes o verdadeiro criminoso. Encapa, mas ao mesmo tempo, desencapa.

Daí se infere que não há realmente crime perfeito. Daí se concluirá que nenhum criminoso se sentirá verdadeiramente seguro do crime praticado. Seja lá qual tenha participado, seja lá qual tenha sido a sua natureza. Seja o maior ou seja o menor delito. E graças a essa circunstância salvadora é que vem a proteção para aqueles que são o alvo da sanha dos malfeitores.

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