Vez por outra me lembro de Lulu Félix, simplória figura popular de Santana do Ipanema, conhecido como mentiroso. Boa praça, sempre de paletó sem gravata, baixa estatura e bastante risonho. Quando contestado pelos frequentadores do Bar do Tonho, estabelecimento comercial outrora existente no centro da cidade, dizia ele: “Vocês não leem, não viajam...”
O tempo passa depressa. Se hoje estivesse vivo, Lulu Felix estaria, por certo, embasbacando seus incrédulos amigos do Bar do Tonho, a perguntar-lhes o significado de catrevage, catervagem e paradoxo, neles aplicando lições de semântica.
Leio, agora, que catrevage e catervagem significam a mesma coisa. Aquela é, segundo mestre Aurélio, alteração linguística desta, ambas palavras usadas popularmente no nordeste brasileiro, como “restos de material de construção ou montão de quaisquer objetos e grande porção de pessoas”. Graciliano Ramos, por exemplo, empregou catervagem em São Bernardo, seu segundo romance da gloriosa carreira literária do mestre alagoano.
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Colunistas: O DOIDO CATREVAGE
LiteraturaPor Djalma de Melo Carvalho 20/08/2025 - 10h 24min Acervo do Portal Maltanet
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