Colunistas: NA TONGA DA MILONGA DO KABULETÊ

Literatura

Por Fábio Soares Campos

“Espírito Santo ensina-me, o que pensar, o que dizer, o que calar, o que escrever, o que devo fazer como devo agir, para alcançar o meu bem. Amém.”

O título desta crônica alude a título de música, de Vinícius de Moraes e Toquinho [1970]. Segundo os próprios autores a expressão sugere um lugar, um estado de espírito que desafia a compreensão convencional. Também essa é a nossa proposta, ao escrever. Vale salientar, que naquela época vivia-se a ditadura militar. A censura era forte, e existia, em todo e qualquer tipo de manifestação cultural. Dizer coisas esdrúxulas assim, seria uma forma de fugir do regime.

Um internauta do aplicativo Instagram o Darthvaldo, criou uma lista de 05 palavras que considera as mais inúteis da Língua Portuguesa, totalmente fora de uso na atualidade: DEFENESTRAR: O mesmo que atirar pela janela; DESCALABRO: Sinônimo de dano ou perda; PERNÓSTICO: o mesmo que pretensioso, esnobe; SENESCÊNCIA: igual a envelhecer; ASNIDADE: Burrice.

Então, propus-me, compor pra esta crônica uma poesia, que contivesse as 05 palavras, que a meu ver não seriam, as mais inúteis, ficou assim: DEFENESTRAR cinco palavras/ considero um DESCALABRO/ Para mim um ato PERNÓSTICO/ Está mais pra insanidade/ Insisto no prognóstico/ É ato de indecência/ Talvez se trate de SENESCÊNCIA/ Ou uma grande ASNIDADE.

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