Colunistas: O INVERNO DEU ADEUS AO SERTÃO - por Antonio Machado

Literatura

Por Redação com Antônio Machado

Sol e chuva, chuva e sol dois elementos básicos indispensáveis a todos os seres da terra, em que se harmonizam muito bem entre os homens, haja vista os seres carecerem do sol quanto da chuva, ora se a chuva faz a semente germinar e crescer e nesse paralelo indissociável que está incluso o ser humano dentro do mesmo contexto.
Por ironia do destino, talvez, está o nordeste, e , conseqüentemente, o belo ou triste sertão no denominado tinhoso Polígono da seca. Esse sertão tão dependente do inverno e das trovoadas, parece está voltando ao primitivismo com invernos fracassados deixando o sertanejo mais pobre, porque as chuvas caídas sequer deixaram água para encher os tanques e barragens e muito menos, gerou uma lavoura de subsistência, enchendo a barriga do agricultor sertanejo, se o inverno de 2019, deu adeus ao sertão, fez muito bem, pois não deixou saudades, porém um lastro de miséria e pobreza com recursos investidos no preparo do solo, plantio, cuja semente não nasceu, e aquele que fez, veio a feneceu por falta de chuva, porque esta não veio em tempo hábil.
Quando se sabe que as parcas ajudas do governo são incertas, não correspondendo as expectativas dos agricultores, enquanto a cana de açúcar da zona da mata teve um aumento com uma safra promissor, isto já se prever no início da moagem e a safra de feijão e milho? Estas foram sucumbidas pela seca fazendo com que o sertanejo se torne mais pobre. As famílias vão ver chegar o fim do ano sem condições de comprarem as indumentárias para as festas, porque a safra não houve, e a chuva trás tudo e o sol tudo mata dentro de sua inclemência.

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