O mês junino é o mês da essência nordestina. Costumes e tradições que fortalecem e eternizam nossa identidade. Beleza sem explicação que vai chegando sem a gente perceber e sorrateiramente vai dominando nossas volúveis emoções.
Gil e Caetano, conseguem descrever esse estado de espírito de forma sublime nos versos da canção ?São João Xangô Menino?: ? ... Céu de estrela sem destino de beleza sem razão...? . ?... Fogo, fogo de artifício, quero ser sempre um menino. As Estrelas desse mundo Xangô, ai São João Xangô Menino. Viva São João!...?
A história da pirotecnia provavelmente iniciou-se na Ásia, já na Pré-História. Mas, é possível afirmar que a pólvora foi fabricada pela primeira vez, por acaso, na China há cerca de 2000 anos. Um alquimista chinês juntou acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a mistura. Esta mistura secou como um pó negro, floculante, que quando queimado apresentava grande desprendimento de fumaça e chamas. Tal produto recebeu o nome de huo yao (fogo químico) e posteriormente ficou conhecida como pólvora.
Já os chamados fogos de artifício datam de alguns milhares de anos antes de Cristo, isto é, em uma época muito anterior ao conhecimento da pólvora. Eles surgiram quando se descobriu que pedaços de bambus ainda verdes explodiam quando colocados em fogueira. Isso ocorria devido ao fato de que os bambus crescem muito depressa. Com isso, formam-se bolsas de ar e de seiva, que ficam presas dentro da planta, inchando e explodindo quando aquecidas. Os ruídos resultantes assustaram inicialmente os chineses. No entanto, eles passaram a jogar caules verdes de bambus (pao chuck) em fogueiras durante festivais e comemorações com o objetivo de assustar maus espíritos.
Clique Aqui e veja a crônica completa
Literatura: A poesia pirotécnica de Zuza Fogueteiro ? João Neto Félix Mendes
CulturaPor João Neto Félix Mende 10/07/2016 - 15h 15min Reprodução Google
Comentários