Fui um peregrino, viajei na imensidão do tempo,
Mergulhei no amanhecer, vi o sol beijar a terra.
Enfrentei tempestades, fui levado pelo vento,
Mas, não me amoldei aos desígnios do destino.
Não desisti, segui em frente na direção do horizonte,
Passeei solitário pelas alamedas da vida,
E ouvi o canto dos pássaros, saudando o alvorecer florido
Na primavera dos meus sonhos.
Meu caminho é livre, mas, o meu desejo é abstrato,
Fujo do nada para repousar no leito dos teus abraços
E outra vez sentir a ternura dos beijos que me roubastes.
Vem! Por que foges tanto assim, se a tua beleza é inadiável?
O que ainda resta de nós dois, estão vivos nas pegadas do nosso amor.
Vamos juntos contemplar o luar e ouvir a voz do mar,
Sem desviarmos dos caminhos que conduzem às alamedas da vida. Vem!
Poema publicado no livro LEMBRANÇAS GUARDADAS (SWA Instituto, 2022 p. 31)
ALAMEDAS DA VIDA
PoemasPor Remi Bastos 28/09/2025 - 23h 39min
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