ALAMEDAS DA VIDA

Poemas

Por Remi Bastos

Fui um peregrino, viajei na imensidão do tempo,
Mergulhei no amanhecer, vi o sol beijar a terra.
Enfrentei tempestades, fui levado pelo vento,
Mas, não me amoldei aos desígnios do destino.
Não desisti, segui em frente na direção do horizonte,
Passeei solitário pelas alamedas da vida,
E ouvi o canto dos pássaros, saudando o alvorecer florido
Na primavera dos meus sonhos.
Meu caminho é livre, mas, o meu desejo é abstrato,
Fujo do nada para repousar no leito dos teus abraços
E outra vez sentir a ternura dos beijos que me roubastes.
Vem! Por que foges tanto assim, se a tua beleza é inadiável?
O que ainda resta de nós dois, estão vivos nas pegadas do nosso amor.
Vamos juntos contemplar o luar e ouvir a voz do mar,
Sem desviarmos dos caminhos que conduzem às alamedas da vida. Vem!

Poema publicado no livro LEMBRANÇAS GUARDADAS (SWA Instituto, 2022 p. 31)

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