Academia Alagoana de Letras em Festa

Crônicas

Por Alberto Rostand Lanverly Presidente da Academia Alagoana de Letras

Cada admissão de novo membro no quadro de sócios efetivos da Academia Alagoana de Letras representa, muito mais que simples ampliação de seu corpo intelectual, trata-se de verdadeiro sopro de renovação, reencontro com a própria razão de existir da instituição: cultivar a palavra, valorizar o pensamento crítico e preservar a memória cultural, sem jamais perder de vista o dinamismo do tempo presente.

Ao ser acolhido, o novo confrade ou confreira, carrega consigo não apenas sua obra e trajetória, mas também a energia das possibilidades, a inquietude criadora e a força dos sonhos ainda em ebulição.

É como se com sua posse, a Casa das Casas das Alagoas rejuvenescesse um pouco, iluminada pela esperança de novas propostas, revitalização de ações culturais adormecidas e estímulo ao diálogo cultural.

Esse ingresso, simboliza a continuidade de uma missão literária e cultural, que precisa ser perene, mas também renovada, pois ideias frescas, olhares distintos e compromissos contemporâneos ganham lugar entre as vozes já consagradas, garantindo que a tradição não se torne estagnação, mas alicerce firme sobre o qual se edificam novas formas de expressão e envolvimento social.

Assim, a presença do mais recente membro efetivo, o pesquisador e escritor Claudemiro Avelino, não apenas enriquece a mansão de Jorge de Lima, com sua contribuição pessoal, mas impulsiona o coletivo a revisitar seus próprios ideais, a modernizar práticas e a ampliar sua presença na sociedade.

Revitalizar não é romper com o passado, é torná-lo vivo, pulsante, inspirador. E nesse contexto, a juventude das ideias, mesmo quando vinda de mentes experientes, é o que assegura a longevidade e a relevância de qualquer casa de letras.

Portanto a chegada de Claudemiro Avelino, fortalecerá a grandeza de nosso sodalício em sua capacidade de manter aceso o lume da palavra em um mundo por vezes ofuscado pelo ruído da ignorância, restando a certeza de que enquanto houver quem escreva, leia e acredite na força transformadora da linguagem, o brilho da Academia Alagoana de Letras, continuará sólido, sereno e luminoso, como farol da cultura e da alma da Terra dos Marechais.

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