OS TEMPOS ERAM OUTROS.

Fábio Campos

Na próxima semana, os alagoanos, particularmente, nós santanenses. Experimentaremos uma reviravolta no cenário das cidades. Com a decretação do governo do retorno às aulas presenciais, nas escolas públicas. O retorno ao novo normal, é como está sendo chamado este evento.

Veio-me, enquanto escrevia este início da crônica, lembranças de uma música italiana, chamada “Torneró”[Voltarei]. Busquei-a no Google. Trata-se de composição gravada pela Banda italiana: “I Santo California” (1975-1991) “Rivendo ancora il treno/ Allontnarsi e tu/ Che Asciughi quella lacrima/ Torneró/ Com’è possibile/ Um anno senza te.” TRADUÇÃO: “Revendo ainda um trem/ Indo embora e você/ Que enxuga aquela lágrima/ Voltarei/ Como é possível/ Um ano sem você.”

O leitor, ou leitora, já passou pela experiência de ter empatia por determinada palavra, ou palavras? Eu já. Carreguei essa palavra “Torneró” na minha aljava mental, por meio século, sem sequer saber o significado! Tinha porém, vaga ideia do que significava, em minha língua pátria. Tratei-a sempre com um carinho especial. Feito homem feio, que namora moça bonita. Vigiando-a, com cuidado, mesmo sabendo que um dia pode perdê-la. Sente ciúme, e nutre, por ela, um sentimento bobo de posse, de pertencimento. Abro aqui um parêntese para colocar o significado de “Aljava: substantivo feminino [só podia ser! Assim tão linda?] bolsa, ou estojo, em que se guardam as flechas, pode ser carregada nas costas ou pendurada no ombro por uma alça. Etimologia: do árabe al-dja h’ ba, mesma direção Fonte: Yahoo.search”

O Leitor, ou leitora já teve assim, sentimento de carinho, companheirismo, por uma palavra? Eu já. Pandemia, por exemplo. Tem horas que me dá uma pena dessa coitada! Bonita até. Noutros tempos, era minha companheira, nas aulas de ciências. Vivíamos ali, eu, ela, junto com suas irmãs: epidemia, endemia. Aí apareceu esse tal de novo Corona vírus! Aí a bichinha, caiu na lapa do mundo! De boca em boca! Tão mal falada, meu Deus! Ficou pior do que a “Geni” da música de Chico Buarque de Holanda. “Geni e o Zepellin [1978] Joga pedra na Geni! Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar/ Ela é boa de cuspir/ Ela dá pra qualquer um/ Maldita Geni! [ parte da peça teatral A Ópera do Malandro]. Fonte: Google.com.br”

Em tempo: A diferença entre: “ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA: Endemia: Uma doença é endêmica, quando aparece com frequência em um local, não se espalhando por outras comunidades; Epidemia: quando a doença infectocontagiosa atinge uma determinada região, pode ser: municipal, estadual ou em um país; Pandemia: quando uma doença infecciosa se propaga e atinge simultaneamente um grande número de pessoas em todo o mundo. Fonte: educamaisbrasil.com.br” Dá pra se pensar em algo bom de uma pandemia? Acredite, dá. Li em alguns sites informativos, que as editoras estão comemorando, pelo segundo ano consecutivo, houve um significativo aumento na venda de livros, virtuais e reais.
O leitor, ou leitora, já se deparou assim com um termo, ou palavra, como se encontrasse um estrangeiro, e não entendesse patavina do que está dizendo? Eu já. Alguém compartilhou comigo, nas redes sociais, uma mensagem que trazia o termo: “Sommelier: É UM TERMO FRANCÊS, PRONUNCIA-SE “Someliê” sua origem remota a idade média, século 13, usado para designar o condutor de animais de carga. Um século depois era usado para designar pessoa encarregada de cuidar das provisões das cortes reais, em suas viagens.” Hoje em dia, designa pessoa especialista em bebidas, vinhos, uísque e até cachaça. Diferente do Enólogo e do Enófilo. Estes de cá, respectivamente, um estuda o outro é colecionador de vinhos. Fonte consultada: Google.com.br compilado com palavras do cronista.

CABRA DA PESTE! Outro dia, assistindo o canal de tevê Canção Nova, o padre Welisson celebrava missa. Na sua homilia, abordou essa expressão: “Cabra da peste”. Dizia ele, que vem do século 17, e referia-se aos homens fortes, que escaparam de uma pandemia, ocorrida no início daquele século.

Nas redes sociais, vai não vai, deparamo-nos com vídeos que exibem, sob forte apelo musical, cenas, objetos e costumes das décadas de 70, 80 e 90. Oportunizando aos saudosistas, um mergulho no túnel do tempo. Dá até pra sonhar acordado, ao ver objetos escolares, brinquedos, guloseimas, brincadeiras de uma época infinitamente longínqua, distante. E tudo era tão diferente de hoje. Nem parece, mas nós estávamos lá. Eram outros tempos.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR
FRASES TOP:
CAFÉ É TÃO BOM! QUE PODERÍAMOS DIZER A ALGUÉM: PÔXA! VOCÊ É TÃO CAFÉ!
A VIDA É UMA VIAGEM. ALGUMAS PESSOAS ESCOLHEM SER A MALA.
COISAR, É VERBO UNIVERSAL, USADO SEMPRE QUE O VERBO APROPRIADO NÃO FOR LEMBRADO.
“PIMENTORUM IN PHIOPHUS DEN OUTREM, ET REFRESCORUM.”
ESTÁ EM LATIM, MAS EU DUVIDO QUE VOCÊ NÃO TENHA ENTENDIDO!
JOÃOZINHO NA AULA. A professora pede:
-Joãozinho faça uma frase que tenha a palavra AÇÚCAR!
-O Chá está Doce.
-Ué? Cadê o Açúcar?
-Tá no Chá!
PACIÊNCIA? Até que eu tenho! Os outros é que a tiram-na de mim!
Fui levantar-me a Coluna fez “CRECK”. Pôxa! Além da beleza, Tô ficando Crocante!
Não é que eu seja feio, é a Câmara do meu Celular que não tem ALTA RESOLUÇÃO!
Cara! Ando tão sem grana ultimamente, que até a minha fala é CONVERSA FIADA!

FABIO CAMPOS, 14 de Agosto de 2021.
VIVA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO!

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