PARA DEUS TUDO É POSSÍVEL- Santana do Ipanema - segunda, 19 de fevereiro de 2018

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12/02/2018 - 12h 29min
Cultura

Literatura: CINZAS DE UM CARNAVAL (Oscar Silva) - por João Neto Félix Mendes

(Fotos: Arquivo João Neto Félix Mendes)
Por Redação

Crônica extraída do livro “Fruta de Palma” (Crônicas Nordestinas) de Oscar Silva, primeira edição publicada em 1953, prefácio de Tadeu Rocha. A segunda edição foi publicada em 1990. Cascavel, PR. Páginas 29 e seguintes.

Apresentação na orelha no livro: “Oscar Silva (1915-1991), Santanense, com alicerce no submundo social da terra natal, é um desses nordestinos teimosos que muito se orgulham das pedras do caminho de sua origem proletária.”

“Vindo ao mundo na primeira grande seca do século (1915), operário de tecelagem, balconista de botequim, integrante da PM que combateu Lampião, servidor público civil estadual, funcionário do correio e do Ministério da Fazenda.”

“Enveredando pela política, assumiu posição de esquerda, que lhe rendeu além de algumas cadeias, prejuízos na vida profissional. E daí? Daí que um autêntico pau-de-arara não recua frente aos chifres de boi brado.”

“Na literatura, por sua vez, autodidata e petulante, muita gente não lhe iria perdoar a ousadia do ingresso como escritor e muito menos as editoras lhe abririam as portas. E daí? Daí quem escreve quer ser lido. E o nordestino teimoso só encontrou um caminho: publicar às suas expensas o que fosse escrevendo.”

A divulgação dessa crônica de Oscar Silva se dá pela importância histórica-documental dos relatos minuciosos das manifestações carnavalescas de Santana do Ipanema na primeira metade do século XX, também vivenciadas pelo escritor.

O autor registra, inclusive, a citação de versos cantados em algumas delas. Foi integrante do bloco carnavalesco “Negras da Costa”, discorrendo sobre a forma de se apresentar do grupo; “... Finalmente passava o tradicional “Negras da Costa”, do qual tive a honra de fazer parte - rapazes vestidos de negras, saias, ancas de molambos, a girar pela cidade, dançando, rodopiando e torcendo os quadris (...) andavam, não pelo meio da rua, mas em (...) casas onde entravam para dançar”.

Clique Aqui e veja a crônica completa

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