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15/12/2008 - 10h 23min
Curiosidades

Muralista se depara com uma macaxeira com tamanho diferenciado

(Fotos: Jos Peixoto Noya)
José Malta Fontes Neto

Recentemente recebemos do muralista José Peixoto Noya imagens de uma raridade extraída e comercializada em nossa região. Estamos falando de uma macaxeira com cinco quilos de peso e mais se um metro de comprimento que foi adquirida pelo Zé de Pedro proprietário de um bar e restaurante no centro de Santana do Ipanema. Confira nas imagens.

Diretůrio vazio!
Vamos conhecer um pouco sobre a macaxeira (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandioca)

Mandioca, Aipim ou Macaxeira , de nome cient√≠fico Manihot esculenta, √© um arbusto que, teria tido sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amaz√īnia) e que, antes da chegada dos europeus √† Am√©rica, j√° estaria disseminado, como cultivo alimentar, at√© √† Mesoam√©rica (Guatemala, M√©xico). No Brasil, possui muitos sin√≥nimos, usados em diferentes regi√Ķes, tais como aipi, aipim, castelinha, macaxeira, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, p√£o-de-pobre,[2] e variedades como aiapu√£ e caiabana, ou nomes que designam apenas a raiz, como caarina.

Foi cultivada por v√°rias na√ß√Ķes ind√≠genas da Am√©rica Latina que consumiam suas ra√≠zes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a √Āfrica, onde constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar. No Brasil, o h√°bito de cultivo e consumo da ra√≠z continua.

Variedades
Existem diversas variedades da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava (ou mandioca-amarga), de acordo com a presen√ßa de √°cido cian√≠drico (que √© venenoso se n√£o for destru√≠do pelo calor do cozimento ou do sol). Algumas regi√Ķes usam o nome aipim ou macaxeira para designar a mandioca-doce. As varia√ß√Ķes n√£o se restringem apenas a quantidade de √°cido cian√≠drico. Variam tamb√©m as cores das partes de folhas, caules e ra√≠z, bem como sua forma.

Advertência
S√≥ √© poss√≠vel distinguir perfeitamente as esp√©cies venenosas (isto √© a mandioca-amarga) em laborat√≥rio. No entanto deixar a raiz da mandioca descascada em √°gua por uma hora ou duas e depois cozinhar por mais uma hora em √°gua fervendo a torna apta ao consumo[8]. No entanto, em todo o mundo se come mandioca sem tomar estas precau√ß√Ķes e n√£o √© comum a intoxica√ß√£o devido ao seu consumo. Isto se deve por um lado que cozinh√°-la do modo habitual (fervida ou frita) destroi j√° a maior parte do veneno e por outro lado o sabor amargo do cianeto demove as pessoas de com√™-la.

Utilização
No Brasil, a raiz tuberosa da mandioca √© consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em peda√ßos cozidos ou fritos. Est√° presente tamb√©m no preparo de receitas t√≠picas da Amaz√īnia como o tacac√°, o molho tucup√≠ e com suas folhas cozidas prepara-se a mani√ßoba.
Dela tamb√©m s√£o feitas bebidas. Como o cauim (ind√≠gena) feito atrav√©s de fermenta√ß√£o. Por meio de um processo de destila√ß√£o √© produzida uma cacha√ßa ou aguardente de mandioca a tiquira.[9] Possui elevado teor alco√≥lico. √Č comum no Estado do Maranh√£o mas √© pouco conhecida no restante do Brasil.[10]
Durante a implantação do Pró-álcool a mandioca foi estudada como possível alternativa de matéria prima para a produção de etanol.
Dela tamb√©m se faz outra farinha o polvilho (f√©cula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a prepara√ß√£o de diversas comidas t√≠picas como, o p√£o de queijo. Apesar de freq√ľente em pa√≠ses da √Āfrica e da √Āsia, para onde foram levadas pelos colonizadores ib√©ricos, o h√°bito de utilizar as folhas da planta para alimenta√ß√£o, no Brasil, s√≥ ocorre na regi√£o Norte.
Na √Āfrica √© comum consumir-se, al√©m da raiz, tamb√©m as folhas jovens em forma de esparregado. Em Mo√ßambique, estas s√£o piladas (mo√≠das no pil√£o), juntamente com alho e a pr√≥pria farinha seca da raiz e depois cozinhada normalmente com um marisco (caranguejo ou camar√£o); esta comida se chama "matapa" e √© uma das mais populares da culin√°ria mo√ßambicana. Em Angola este esparregado √© conhecido como "kissaca".
A farinha de mandioca comumente é preparada a partir da mandioca-brava. Para se extrair a manipuera é necessário o uso do tipiti ou outro tipo de prensa e dela retira-se a caiarema ou carimã, no linguajado popular, polvilho.
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