O
povoado de Ouro Branco começou a surgir por volta
de 1830, com a chegada, vindo de Minas Gerais, do Sr.
Domingos Gomes. Comprou terras da família Paranhos
e instalou ali uma fazenda. Homem de convicção
religiosa fez construir de imediato uma capela, sob a
invocação de Santo Antônio. Porém,
o primeiro ato religioso somente foi celebrado em 1881,
pelo padre João Pacífico Branco. Vinte anos
depois já era encontrada algumas residências
construídas de pedra ou taipa. Em curto espaço
de tempo o local começou a crescer e novas casas
foram construídas. Decorridos alguns anos Domingos
Gomes regressou à Minas Gerais, porém seu
filho, Francisco Gomes, conhecido como Chicão,
resolveu permanecer no local. O povoado cresceu e passou
a denominar-se Olho d Água do Chicão. Em
1901 foi elevado à categoria de vila. Sofreu ataques
de bandos de cangaceiros chefiados por Antônio Purcino
e Lampião. Em caça dos bandidos transitaram
pela vila o coronel Lucena e o tenente Porfírio,
onde deixaram muitos amigos. Com a chegada à localidade
de Antônio Giló de Campos, o mesmo escolheu
um novo topônimo para a futura cidade. Batizou-a
com o nome de Ouro Branco, impressionado com a brancura
das imensas plantações de algodão
que se estendiam pela região. Dai para frente o
progresso foi sempre uma constante na povoação
que crescia. O movimento para a emancipação
política encontrou nos líderes Luiz Gonzaga
de Carvalho, José Limeira Lima, Francisco Sotero
Ângelo e José Soares da Silva seus principais
baluartes. Ela foi conseguida através da Lei nº
2.445, de 17 de maio de 1962, ocorrendo sua instalação
oficial a 21 de junho do mesmo ano, com território
desmembrado de Santana do Ipanema.
Fonte: Governo do Estado de Alagoas, site:
http://itec.al.gov.br/municípios.