Segundo
dados oficiais do Governo do Estado de Alagoas, o território
de Água Branca, em meados do século XVII, fazia parte
das sesmarias que compreendiam, também, os atuais municípios
de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia. Para diferenciar-se de Mata
Grande, do qual durante muito tempo foi povoado, chamou-se primitivamente
Mata Pequena ou Matinha de Água Branca. O topônimo Água
Branca, dado a serra e depois ao município, é proveniente
do fato de haver ali uma fonte de água muito branca. Segundo
a tradição, deve-se a primeira penetração,
em terras propriamente do município, a três irmãos
da família Vieira Sandes, vindos de Itiúba, povoação
à margem do São Francisco, atualmente pertencente ao município
de Porto Real do Colégio. Por volta de 1769, quando as propriedades
compreendidas nas sesmarias foram arrematadas, em leilão, na
cidade do Recife, estava de posse das mesmas, por arrendamento, o capitão
Faustino Vieira Sandes, tronco da família Sandes. Atraído
não só pelas boas pastagens que podia oferecer a zona
da caatinga, mas, principalmente, pela riqueza da região serrana,
onde a fertilidade e a exuberância do solo permitiam o desenvolvimento
da lavoura, como a mandioca, a cana-de-açúcar e os cereais.
Foi o capitão Faustino o primeiro desbravador do município.
Mas tarde foi erguida a primeira capela da povoação, dedicada
a Nossa Senhora do Rosário. A freguesia foi criada em 1º
de junho de 1864, pela Lei nº 413, sob o orago de Nossa Senhora
da Conceição, sendo subordinada eclesiasticamente a Diocese
de Penedo. A vila de Água Branca foi criada pela Resolução
nº 681, de 24 de abril de 1875, desmembrada de Mata Grande, na
época denominada Paulo Afonso. Através da Lei nº
805, de 02 de junho de 1919, a vila foi elevada à categoria de
cidade.
Fonte: Governo do Estado de Alagoas, site: http://itec.al.gov.br/municípios.